Internacional

Após repercussão do discurso na ONU, Bolsonaro nega agressividade

FolhaPress
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Nova York - O presidente Jair Bolsonaro fez a primeira avaliação pública de seu discurso durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (24), e classificou o pronunciamento de mais de meia hora como "bastante objetivo e contundente", mas não "agressivo".

Ao sair do hotel em que está hospedado em Nova York, o presidente afirmou que estava "tentando restabelecer a verdade" e negou que tenha atacado diretamente o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Os líderes europeus apontaram o risco de retrocessos na agenda do Brasil para o meio ambiente.

"Somos o País que mais preserva o meio ambiente", citou Bolsonaro, no discurso, que também disse que é "falácia" atribuir à Amazônia a condição de patrimônio da humanidade e um "equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo".

O presidente também mencionou que a Amazônia brasileira é maior que toda a Europa Ocidental e que o fato dela permanecer "praticamente intocada" é prova de que "somos um dos países que mais protegem o meio ambiente".

OPOSIÇÃO 

O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), fez duras críticas ao discurso de Jair Bolsonaro feito na manhã desta terça-feira, 24, em Nova York (EUA). Para Molon, o presidente "apequenou" o Brasil. "Ele deixou transparecer como conduz o País ao isolamento com sua cegueira ideológica", avaliou.

Em uma fala de aproximadamente meia hora, o presidente da República fez sua estreia na Assembleia Geral da ONU dizendo que há falácias sobre a Amazônia, citando a Venezuela, atacando o que ele chama de ambientalismo "radical", indigenismo "ultrapassado", citando nominalmente o cacique Raoni como "usado como peça de manobra".

"O presidente mentiu descaradamente sobre a situação da Amazônia, atacou países parceiros e posou de republicano e duro contra a corrupção, quando persegue minorias, é conivente com desvios e interfere em instituições pra dificultar o combate à corrupção", completou Molon, fazendo eco às várias críticas sofridas.

AMAZÔNIA

"Foi um discurso bastante objetivo e contundente, não foi agressivo. Eu estava buscando restabelecer a verdade das questões que estamos sendo acusados no Brasil", afirmou Bolsonaro.

"Não citei o nome do Macron, nem o da Angela Merkel. Citei a França e a Alemanha como países que mais de 50% do seu território é usado na agricultura. No Brasil, é apenas 8%, tá o.k.?", completou.

"Somos o País que mais preserva o meio ambiente", citou Bolsonaro, que também disse que é "falácia" atribuir à Amazônia a condição de patrimônio da humanidade e um "equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo".

O presidente também mencionou que a Amazônia brasileira é maior que toda a Europa Ocidental e que o fato dela permanecer "praticamente intocada" é prova de que "somos um dos países que mais protegem o meio ambiente".

Embora não tenha citado números, Bolsonaro citou que as queimadas no Brasil, que tiveram repercussão mundial nos últimos meses, são favorecidas pelo clima seco e os ventos fortes desta época do ano. "Vale ressaltar que existem também queimadas praticadas por índios e populações locais", mencionou o presidente.

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