Assim que os alunos do 5.º ano entraram em uma das 12 salas da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Claudete da Silva Vecchi, no Parque Viaduto, em Bauru, na manhã de terça-feira (24), levaram um susto. Parte do forro estava danificado e a direção da unidade precisou transferir as aulas para a Sala de Informática. A previsão é de que tudo volte ao normal ainda nesta quarta-feira (25).
De acordo com a vice-diretora do colégio, Renata Tedeschi Coutinho, os ventos da noite de segunda-feira (23) entraram pelas telhas e comprometeram um pedaço do forro. Quando os estudantes chegaram ao local, no dia seguinte, encontraram o estrago.
Então, houve a transferência para a Sala de Informática. Em seguida, a direção acionou a Secretaria Municipal de Educação, que garantiu que enviaria alguém para executar os reparos necessários. "A equipe deverá, também, verificar a situação do teto das demais salas de aula", revela.
Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Bauru alega que a Emef ficou isenta de consequências graves, porque o forro não chegou a desabar.
FALTA FISCALIZAÇÃO
Em abril do ano passado, o telhado de uma escola agudense caiu, ferindo vários alunos e funcionários. Naquela época, a vereadora Chiara Ranieri (DEM) apresentou um projeto de lei para obrigar o município a avaliar, anualmente, as 81 unidades de ensino municipais.
Por gerar custos, o texto foi vetado. Na sequência, o prefeito lançou outro projeto de lei, que também revia a formação de uma comissão de fiscalização, formada por profissionais concursados e da sociedade civil.
Até agora, a ideia não saiu do papel. No entanto, entre 2018 e 2019, a prefeitura contratou um engenheiro e um arquiteto para realizarem somente a fiscalização corretiva, mediante a solicitação da direção dos colégios.