Ainda é difícil para familiares e amigos aceitarem o trágico desfecho do caso Mariana Forti Bazza, que desapareceu nesta terça-feira (24), em Bariri (56 quilômetros de Bauru), cujo corpo foi localizado após confissão do acusado de a ter matado e escondido o corpo num distrito de Ibitinga. A jovem universitária, de 19 anos, que fazia planos para seguir carreira na área de fisioterapia, na qual fazia graduação em Bauru, teve seu corpo enterrado, sob forte emoção, na tarde desta quinta (26), no Cemitério Municipal de Bariri. O caso segue sendo investigado.
Leia também: Jovem desaparecida em Bariri foi assassinada e corpo é encontrado
'Ele acabou com a minha vida', desabafa a mãe
Enquanto aguardava a liberação do corpo da única filha, Mariana Forti Bazza, de 19 anos, morta na terça-feira (24) após sair de uma academia em Bariri, a mãe dela, Marlene Aparecida Forti Bazza, atendeu a reportagem do JC no portão de casa. Ela não permitiu imagens, mas, muito abalada, contou que perdeu o chão ao saber da morte da filha, na manhã desta quarta-feira (25), enquanto equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros faziam novas buscas na chácara onde a jovem entrou pela última vez antes de desaparecer.
"Ele acabou com a minha vida", desabafou. "Minha filha era única, minha filha era linda. Ele tirou o bem mais precioso que eu tinha. Conforme o tempo passava, eu sentia que havia acontecido algo com ela. Mas meu marido é uma pessoa de muita fé. Ele acreditava que ela pudesse estar bem. E eu tentei me controlar. Eu quero que esse assassino fique preso até o fim da vida dele".
Jessylen Vianna, cunhada da universitária, conta que ela e seu irmão Jefferson Vianna namoravam há mais de dois anos e se preparavam para morar juntos em Santos, onde ele trabalha na Marinha, em janeiro do ano que vem. "Ela era bem simpática. Brava, mas amorosa e muito vaidosa", narra. "Ela tinha um coração muito bom. Não via maldade nos outros, ajudava todo mundo".
Segundo a vendedora Ana Beatriz Marreti, que trabalha em uma loja de acessórios que Mariana costumava frequentar, o desaparecimento e a morte dela comoveram a cidade. "Foi um baque. Eu tenho irmãs pequenas, que vão e voltam sozinhas da escola. Eu tive muito medo. Hoje (ontem) pela manhã a gente esperava uma notícia boa porque ele (suspeito) foi preso", diz. "Quando eu recebi na hora do almoço a notícia de que ela tinha sido morta, eu me arrepiei. A gente tinha a esperança de ela estar viva ainda. A gente sente a dor. Infelizmente, por causa de uma pessoa ruim, ela não está mais aqui com a gente. Não importa se a gente conhecia ela bem ou não. A dor é a mesma. Poderia ser eu, minhas irmãs, qualquer outra pessoa".