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Atividade 'mista' de táxi e motorista de app preocupa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um ano e meio depois do início do serviço de transporte por aplicativo em Bauru, taxistas viram sua remuneração diminuir diante da forte concorrência criada na cidade, o que levou, inclusive, parte deles a migrar para a nova atividade. Outra parcela, contudo, preferiu continuar atuando com seus táxis para atender clientes fiéis e, ao mesmo tempo, buscar complementar o faturamento por meio de apps não específicos para esta categoria.

O problema é que, conforme o JC apurou, a prática é vedada pelas empresas, que não aceitam o cadastramento de veículos com placa vermelha. Para burlar as regras, os taxistas cadastram, então, veículos de uso particular (placa cinza) no serviço, mas continuam transportando passageiros dentro dos táxis, cobrando, para isso, a taxa menor calculada pelo app e não a que seria registrada no taxímetro.

Todas as fontes ouvidas pela reportagem afirmaram ter conhecimento de que a prática existe em Bauru, porém, nenhuma soube identificar profissionais acumulando as duas atividades atualmente. Um usuário, inclusive, relatou ao jornal que acionou um motorista de aplicativo na Zona Sul e que o carro possuía taxímetro, naquele momento desativado.

Hoje, existem 202 taxistas e 892 motoristas de transporte por aplicativo cadastrados na Emdurb. A empresa pública é responsável por fiscalizar as duas atividades, mas alegou nunca ter recebido denúncias desta natureza. Afirmou, também, não ter condições de cruzar dados para verificar se há profissionais credenciados para desempenhar as duas funções no município.

Presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Vitor Tallão revelou já ter "ouvido falar" da existência da prática na cidade, mas argumentou não ser possível comprovar se, de fato, ela vem ocorrendo.

"As informações que recebemos é que, como o aplicativo não aceita o veículo de placa vermelha, o taxista se cadastra com um carro particular, mas continua usando o táxi, já que o contato com o passageiro vai ser feito pelo telefone. Se o cliente não se importar com a placa do carro e o modelo diferentes do que consta no aplicativo, o taxista vai fazer a corrida", pontua.

Da mesma forma, o motorista de transporte por aplicativo Thiago Coelho contou já ter "ouvido comentários" de taxistas acumularem as duas funções em Bauru, transportando passageiros de app em veículos de placa vermelha. "Não sei como está a fiscalização em relação a isso, mas o motorista não pode trabalhar usando um veículo diferente do que foi cadastrado junto à empresa", alega.

SERVIÇO

Denúncias podem ser feitas à Emdurb pelo telefone (14) 3233-9091 ou pelo e-mail emdurb@emdurb.com.br.

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