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Martín Vizcarra, presidente do Peru anuncia dissolução do Congresso

Marco Aquino
| Tempo de leitura: 1 min

Lima - O presidente peruano, Martín Vizcarra, anunciou que estava dissolvendo o Congresso depois que este desafiou suas advertências e nomeou um novo membro do Tribunal Constitucional nesta segunda-feira (30) levando os parlamentares da oposição a prepararem uma moção de impeachment contra o presidente.

Vizcarra enfatizou que sua decisão faz parte de seus poderes constitucionais e disse que convocará novas eleições legislativas. Ele culpou os parlamentares por tentarem repetidamente bloquear suas reformas anticorrupção.

Em uma sessão plenária, os parlamentares da oposição acusaram Vizcarra de ultrapassar os limites da Constituição e disseram que buscarão destituí-lo com o argumento de que ele é moralmente incapaz de governar.

A última vez que um presidente fechou o Congresso no Peru foi em 1992, quando Alberto Fujimori alegou obstrução em questões econômicas e de segurança. Seus detratores afirmam que o objetivo era encobrir investigações de corrupção.

Ainda hoje o Congresso Nacional é dominado por seguidores de Fujimori.

GARANTIA DA CONSTITUIÇÃO

Segundo a Constituição do Peru, um presidente pode fechar o Congresso e convocar eleições para eleger novos congressistas, caso o Legislativo rejeite em duas oportunidades um voto de confiança. O Parlamento atual já havia negado um voto de confiança ao governo durante a gestão de Pedro Pablo Kuczynski, que Vizcarra substituiu após a renúncia daquele por acusações de vínculos com a construtora brasileira Odebrecht.

Vizcarra assumiu o poder em março de 2018, substituindo Kuczynski.

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