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Em risco, alça de viaduto é interditada

Cinthia Milanez Tisa Moraes Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A alça do viaduto João Simonetti, que dá acesso à avenida Nuno de Assis, na região central de Bauru, corre risco de desabar. Diante disso, a Secretaria Municipal de Obras decidiu interditá-la na tarde desta quarta (2), por volta das 16h.

No mesmo dia, o prefeito Clodoaldo Gazzetta informou que contratará uma empresa terceirizada, em caráter emergencial, para fazer o reparo. Não há, contudo, prazo definido para a recuperação do trecho, que faz importante conexão entre a rua Treze de Maio e a Nuno.

O bloqueio foi anunciado ontem, conforme o JCNET noticiou em primeira mão. Segundo Gazzetta, a interdição resultou de uma vistoria realizada pela administração, a pedido do Ministério Público. O prefeito explica que a solicitação para verificar as condições de segurança e o estado de conservação dos elevados partiu da Promotoria de Urbanismo de Bauru, por meio do promotor Henrique Varonez, após a queda de um viaduto da Marginal Pinheiros, na Capital, em novembro do ano passado. Vários dispositivos foram incluídos nos trabalhos de inspeção, realizados a partir de junho deste ano por engenheiros da Obras.

Para tanto, os profissionais passaram por curso técnico ministrado pelo Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), em Americana. Segundo Sidnei Rodrigues, titular da pasta, o relatório preliminar e um laudo técnico apontaram riscos na alça do viaduto João Simonetti. "O viaduto em si não apresenta problemas estruturais, mas a alça de acesso à Nuno possui um deslocamento anormal, de 13 centímetros", revela. Para se ter ideia, o vão apresenta a largura de um pé.

AMORTECEDOR ANTIGO

O laudo apontou, ainda, que o problema se deu devido ao desgaste do tempo. Gazzetta detalha que a abertura do vão ocorreu por falta de manutenção em uma espécie de amortecedor, dispositivo que fica entre a coluna de sustentação e o viaduto, com a função de absorver a trepidação provocada pela passagem dos veículos para evitar rachaduras. "É um equipamento que tem durabilidade de dez anos, mas que já está lá há 50 anos. Como existe um risco, embora não de desabamento, decidimos pela interdição neste momento", explica.

A Obras reforça que não houve necessidade de interdição total do viaduto, porque o elevado está separado do local problemático. Como a pasta não dispõe de profissionais habilitados para realizar os reparos necessários - e diante da necessidade de liberação ágil do trecho -, o prefeito já entrou em contato com algumas empresas do ramo para fazer a contratação emergencial, com dispensa de licitação.

"Elas deverão vir a Bauru para avaliar o local entre esta quinta (3) e sexta-feira (4). Analisaremos o menor preço", adianta o chefe do Executivo. De acordo com ele, o investimento estimado é de até R$ 1 milhão, recurso que virá dos R$ 2 milhões contingenciados da Secretaria de Obras, inicialmente reservados para serviços de tapa-buraco.

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