Turismo

Destinos luxuosos para visitar à noite

JCNET
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Os robalos povoavam os chamados "cercados", uma cerca de bambu com cem metros de comprimento, mais ou menos, erguida da praia em direção ao mar, em linha reta, fechando a passagem dos peixes. Uma espécie de barricada construída de bambu. Eles encontravam o alimento vivo querendo atravessar o "cercado" pelo espaço entre os palanques de bambu, porém, sem conseguir fazê-lo, acabavam se expondo como refeição fácil para os peixes.

Havia vários "cercados" num determinado lugar, armados por pescadores profissionais, os quais, se presentes, não permitiriam que os turistas se aproximassem porque se julgavam donos da artimanha montada como chamariz dos robalos. Por sorte, não havia ninguém no lugar da pesca e nas imediações para atrapalhar nossa incursão em busca do delicioso peixe. A lancha foi poitada a uns 20 m. de um "cercado" e, munidos de caniço de ponta fina, linha 25 Lb, anzol e chumbada pequenos e uma boia de isopor com o tamanho e formato de pião, pintada de vermelho e presa na linha a 1m do anzol iscado com camarão, passamos a fazer o arremesso do anzol para cair o mais próximo possível do "cercado". Minhas primeiras arremessadas não deram certo por falta de prática nessa modalidade de pescaria. Não conseguia, inicialmente, fazer o anzol quedar-se no lugar indicado pelo piloteiro. Era preciso que a isca ficasse quase rente ao "cercado" entre os robalos em alimentação. As vezes imprimia força demasiada no arremesso e o anzol caia do outro lado do "cercado" com a linha nele enroscada. Nesse caso, que foram inúmeros, passava o caniço ao piloteiro que sabia como livrar a linha presa no palanque de bambu sem deslocar o barco.

Os primeiros lançamentos, quase todos ridículos, serviram de treinamento para os lançamentos certeiros e pausa do piloteiro que franzia o rosto em fisionomia de poucos amigos cada vez que tinha de retirar a linha do enrosco. Corrigidos os enganos, por fim, os lançamentos foram melhorando e atingindo o alvo perseguido, com fisgadas e saltos de robalos bem aprisionados no anzol artificioso. A pesca do robalo com boia de isopor acima do anzol não dá margem de erro na fisgada do peixe porque a boia quando afunda, o peixe já está com o anzol preso na boca. A tarefa do pescador fica adstrita ao recolhimento da linha na carretilha do caniço.

Usando o material de pesca com a ganância de encher a caixa de isopor de peixe, foram muitos os robalos aprisionados, porém, todos eles de tamanho padrão que aproximavam-se de 1 quilo. Os robalos maiores viviam longe da praia, no entorno de ilhas distantes dos "cercados" lugar que não cogitamos de pescar por falta de uma embarcação maior, adequada a pescaria em águas mais distantes e tormentosas, para a qual não estávamos preparados.

A captura do robalo por mim, Darci e Jânio, usando a boia na linha, tornou-se enfadonha porque o peixe era fisgado sem necessidade do pescador sentir a movimentação da linha sinalizando que o peixe estava comendo a isca.

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