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Esgoto 'trava' asfalto no Santa Edwirges

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Inconformismo. A palavra define o sentimento de alguns moradores do Santa Edwirges, em Bauru, onde há várias ruas de terra. Para piorar, o vazamento de esgoto, que culmina em uma erosão situada na quadra 1 da alameda Cártago, danificou 60 metros de tubos da rede de galerias pluviais, conforme adverte o titular da Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues. Segundo ele, a troca dos equipamentos atrasará ainda mais a pavimentação do entorno da via.

De acordo com o secretário, uma equipe da pasta vistoriou a região e constatou que havia despejo irregular de esgoto dentro do sistema de galerias. O grupo diz ter, de imediato, comunicado o DAE. Como a rede não apresenta proteção, os tubos acabaram corroídos. "Em situações onde há asfalto, a estrutura quebra e causa o seu afundamento".

Agora, o município trocará os equipamentos, procedimento que custará em torno de R$ 150 mil. "A ideia é executar o serviço com mão de obra própria e usar o saldo do PAC Pavimentação para adquirir os materiais necessários", adianta.

Antes de mais nada, Sidnei afirma que o DAE precisa reparar o vazamento. Questionada, a assessoria de comunicação da autarquia frisa que não se manifestará sobre o assunto.

OUTRO CASO

Nesta semana, a Obras precisou trabalhar na recuperação de uma erosão entre as avenidas Rodrigues Alves e Engenheiro Hélio Police, no Jardim Redentor. A obra já está atrasada em mais de uma semana e o órgão espera, enfim, desinterditar o trecho até a próxima segunda (7).

No entanto, a Hélio Police permanecerá bloqueada. "O local também acolheu despejo irregular de esgoto por muitos anos e corre o risco de afundar a qualquer momento", relata.

O DAE, segundo Sidnei, criou uma rede de esgoto alternativa. "No Santa Edwirges, teremos de atuar, mais uma vez, em conjunto", observa. O secretário não estabeleceu prazo para que o entorno da alameda Cártago, finalmente, seja asfaltado.

SUSPENSÃO

Algumas ruas do Santa Edwirges já têm guias e calçadas prontas, mas nada de pavimentação. Em maio, a Secretaria de Obras suspendeu o serviço naquela região.

Conforme a reportagem apurou, a pasta precisou implantar sistemas de galerias em diversas áreas antes de asfaltá-las. Porém, o contrato junto à empresa responsável pela intervenção estava prestes a vencer e a gestão anterior do órgão decidiu paralisar os trabalhos. Entretanto, 35 quadras, que estavam prontas para a pavimentação, foram deixadas de lado. Agora, o atual secretário deverá retomar as obras na próxima semana e concluí-las até a primeira quinzena de dezembro.

Sidnei também busca por um aditivo de R$ 800 mil junto ao PAC. Ele quer o dinheiro para dar continuidade à implantação do sistema de galerias em vários setores do bairro, que, só depois, receberão asfalto.

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