Rio de Janeiro - O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou a suspensão do processo de licitação de capacidade do Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil), que abriria espaço para que outras empresas importem gás do país vizinho.
A suspensão foi anunciada pela ANP - (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), que organiza a licitação. O processo tem por objetivo ocupar espaço que será liberado no duto com o encerramento do contrato entre Petrobras e Bolívia, no fim deste ano.
Segundo fontes, o Cade teme que a Petrobras compre toda a capacidade disponível, o que contraria o acordo feito com o órgão de defesa da concorrência em julho para reduzir sua presença no setor de gás natural em troca da suspensão de investigações sobre abuso de poder econômico.
O gasoduto liga a fronteira entre os dois países à região metropolitana de Porto Alegre passando por cinco estados. Tem capacidade para transportar 30 milhões de metros cúbicos por dia e começou a operar em 1999, trazendo gás produzido pela própria Petrobras e outras empresas no país vizinho.