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Cristina Índio do Brasil
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A Baía de Guanabara não é só degradação. Há uma parte no seu recôncavo leste, onde a falta de conservação ambiental passa bem longe e o meio ambiente é tratado com respeito. É ali, nos 14 mil hectares da primeira unidade de conservação criada para proteger manguezal, que fica a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, na região metropolitana do Rio. Lá atuam de forma integrada a Estação Ecológica Guanabara e as duas unidades do Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente, onde diversas atividades transformaram o cenário do local chamado por ambientalistas de Pantanal Fluminense.

A ONG Guardiões do Mar, pescadores e especialistas atuam na região com o desenvolvimento de projetos que renovaram a vida em áreas que sofreram devastação, no recôncavo leste da Baía de Guanabara, alcançando parte dos municípios de Magé, de Guapimirim, de Itaboraí e de São Gonçalo. Um deles é o Projeto Uçá, que leva o nome de um caranguejo da região visto junto a outras dez espécies e mantém o sustento de pescadores. O projeto, que completou sete anos nesta sexta-feira (12) é desenvolvido pela ONG com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, em 182 mil metros quadrados restaurados.

"Mangue, sempre tem o inconsciente coletivo que acha que é sujo, malcheiroso, lamoso e cheio de mosquito. Não, é berçário da vida. Não é lixeira", apontou o biólogo Pedro Belga, presidente da Guardiões do Mar.

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