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Comitê do Rio de Janeiro aponta o alto índice de mortes de jovens por policiais

Agência Brasil
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Rio de Janeiro - Estudo do Comitê para a Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro aponta para o elevado percentual de mortes violentas de adolescentes no estado decorrente de intervenção policial.

Segundo o cientista político André Rodrigues, integrante do Comitê, em 2013, 12% dos homicídios de adolescentes foram cometidos por policiais. Em 2018, a proporção subiu para 27%. "No primeiro trimestre de 2019, a polícia foi responsável por 44% das mortes violentas intencionais contra adolescentes no estado do Rio", disse o pesquisador.

O estudo tem como base os dados do Instituto de Segurança Pública e foi apresentado, hoje (21), no evento 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança: Reafirmando Compromisso, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

UNICEF

Instalado em maio de 2018, o Comitê para a Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro reúne mais de 20 entidades como Unicef, MPRJ, Defensoria Pública, institutos de pesquisa, além de órgãos municipais e estaduais. O objetivo da articulação é promover a ação convergente de diversas instituições para evitar os homicídios de adolescentes.

A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, disse que o país avançou muito nas políticas públicas para crianças e adolescentes, como a redução histórica na mortalidade infantil e o acesso à educação. Mas ressaltou o enorme desafio em reduzir os homicídios de adolescentes.

"São 11,8 mil adolescentes assassinados por ano no Brasil, uma média de 32 por dia", disse Florence. "A gente não pode continuar salvando as vidas na primeira infância e perdendo essas vidas na adolescência".

OUTRO LADO

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro disse que as operações da corporação são planejadas com base em informações de inteligência e executadas dentro da lei.

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