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Pequenos negócios geram mais emprego do que grandes empresas

Estadão Conteúdo
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JANELA

no setor de serviços, enquanto as pequenas criaram 22,8 mil ocupações, as médias e grandes corporações tiveram uma baixa de 3,6 mil vagas

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No lugar das contratações de profissionais no atacado nas grandes corporações, as micro e pequenas empresas fizeram um trabalho de formiguinha ágil e preciso no mercado de trabalho neste ano. As chamadas MPES foram as únicas responsáveis pela criação de vagas com carteira assinada no mês de outubro e as que mais contribuíram no ano para aplacar a alta taxa de desemprego no País, que chega a 11,6% e atinge 12,4 milhões de brasileiros.

Segundo levantamento feito pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as micro e pequenas empresas criaram 73.398 postos de trabalho com carteira assinada (CLT) em outubro, o melhor resultado dos últimos cinco anos. Enquanto isso, as médias e grandes corporações registraram saldo negativo de 2.119 empregos - mais demitiram do que contrataram. O mesmo aconteceu na administração pública, que dispensou 427 trabalhadores.

Os dados gerais do Caged, divulgados na semana passada, mostravam justamente que o País teve um saldo final de 70,8 mil empregos com carteira assinada em outubro, o melhor resultado para o mês desde 2017.

Ao longo do ano, as micro e pequenas empresas abriram 752,4 mil vagas em todo o Brasil, 10 vezes o saldo de empregos registrado pelas médias e grandes corporações. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a proximidade com o Natal também ajudou a aquecer as contratações, principalmente no comércio e nos serviços.

No mês de outubro, os micro e pequenos negócios do comércio lideraram a geração de empregos, sendo responsáveis por 32,5 mil novas vagas. Esse é o setor em que as médias e grandes empresas vão melhor também, tendo gerado 11,4 mil vagas.

Já no setor de serviços, enquanto as pequenas criaram 22,8 mil ocupações, as médias e grandes corporações tiveram uma baixa de 3,6 mil vagas.

Os pequenos negócios da construção civil e da indústria de transformação também se destacaram contratando, respectivamente, 10,9 mil e 10,5 mil empregados. E o pior setor para os médios e grandes empreendimentos foi a agropecuária, com 4,1 mil demissões.

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