A 95ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre será disputada nesta terça-feira (31) em percurso 15km por ruas e avenidas de São Paulo, fechando o calendário do atletismo brasileiro em 2019. A prova, mais uma vez, tem estrangeiros como favoritos e os brasileiros tentam quebrar jejum de nove anos.
Entre os estrangeiros no feminino estão as quenianas Brigid Kosgei, recordista mundial da maratona, Sheila Chelangat, vencedora de 4 provas de 10km na temporada, e Pauline Kamulu, bronze no Mundial de Meia Maratona em 2019. No masculino, os quenianos Edwin Rotich, bicampeão da São Silvestre (2012 e 2013), e Titus Ekiru, campeão da Maratona de Milão (2019), e o etíope naturalizado pelo Bahrein, Dawit Admassu, bicampeão da São Silvestre.
Dawit Admasu é figurinha carimbada na São Silvestre, vai participar pela sexta vez e quer alcançar marca relevante. Com títulos em 2014 e 2017, ele pode igualar o brasileiro Marilson Gomes dos Santos, tricampeão e segundo maior vencedor entre os homens, atrás apenas de Paul Tergat, queniano pentacampeão.
"Eu gosto desta corrida, participo dela há cinco anos", disse o etíope, que respondeu de bate-pronto ao ser perguntado sobre a sensação de vir ao Brasil anualmente. "Me sinto em casa", resumiu em tom bem-humorado.
Importantes fundistas brasileiros também vão lutar por uma vitória na São Silvestre que o Brasil não tem desde 2010 no masculino, com Marílson Gomes, e 2006 no feminino, com Lucélia Peres. No grupo de atletas nacionais estão Daniel Chaves da Silva, top 15 na Maratona de Londres-2019, com índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020; Wellington Bezerra, vice-campeão da Maratona Internacional de São Paulo-2018 e 18º na Maratona de Londres-2019; Ederson Pereira, campeão da Volta Internacional da Pampulha e medalha de ouro nos 10.000m no Pan de Lima, ambas neste ano.
Há também destaques das Américas. O equatoriano Byron Piedra, campeão sul-americano dos 10.000m e 7º na Meia Maratona de Nova York-2016, e a argentina Daiana Ocampo, campeã da Maratona de Buenos Aires e da Meia Maratona de Assunção, ambas em 2019.
PREMIAÇÃO
A São Silvestre vai pagar as mesmas cifras tanto no masculino como no feminino. Os primeiros colocados de cada modalidade vão receber R$ 94 mil. "São Silvestre é a prova que melhor paga na América do Sul. Talvez só a Meia Maratona da Colômbia seja comparável. Fora a tradição, tem o extra do prêmio", disse Piedra. "Para uma prova que tem uma distância de 15 km, o prêmio é excelente", acrescentou Ocampo.
Para quem vai encarar a corrida, a premiação alta não é o único incentivo. A repercussão de uma prova transmitida ao vivo pela televisão e bastante popular entre o público pesa. "Eu costumo dizer que você pode ganhar uma medalha olímpica, mas se não ganhar a São Silvestre, não será reconhecido nas ruas", explicou o corredor Daniel Chaves da Silva.