Mais um ano decisivo para Bauru.
Desta forma, baseado em um clichê, será 2020, com a cereja da eleição. Sem dúvida que cada novo instante é definidor para a história de um povo, uma comunidade, mas o que passou não tem mais o condão de mudar, apenas de ensinar.
Então, é certo que reflitamos sobre o passado (recente e longínquo), mas que olhemos adiante, tentando projetar e construir a cidade que desejamos. Soa até utópico hoje em dia, é verdade, porque a desmobilização, a desagregação social, a baixa autoestima e a intolerância têm predominado e levado o debate público à lona e à lama.
Mas não há outra maneira de seguir adiante no processo civilizatório a não ser pela persistência, resiliência e atitudes firmes e decididas de cada um e da coletividade, como um todo.
Não quer dizer que tenha de haver unanimidade sempre, conciliação em todas as questões, somente gestos de boa vontade, porque os partos da história costumam ser mais doloridos. Mas é possível (e vital) eliminar a bestialidade tão presente nos processos gerais da sociedade, principalmente no desgrenhado, combalido e falido tecido político.
Eleição é importante, mas não é a única nem sequer a melhor solução dos nossos problemas. A atitude de cada um é a chave. O restante, principalmente quem serão os políticos eleitos, é consequência de cada decisão que tomamos a toda hora, desde as fugazes publicações em redes sociais, passando pelo envolvimento em reuniões, movimentos, militância política e partidária, até formas mais criativas de manifestar opinião, algo raro nestes tempos de muito blá, blá, blá e mi mi mi.
Não há nada pior nem mais deprimente do que a repetição de gestos surrados, ultrapassados e conceitos soterrados há tempos pelo avanço da consciência humana. Mas os oportunistas que estabeleceram uma prática medíocre para suas vidas, baseada na enganação do próximo e na pilhagem do que é público, seguem não mais apenas na penumbra das cidades, mas agora às claras, desavergonhadamente, aproveitando-se da volatilidade dos melhores valores humanos e do desespero de muita gente que não vê soluções para uma existência coletiva mais justa. A esses, que estão com suas cabeças de hidra à mostra, todo o repúdio das pessoas de bom senso, que são a ampla maioria, embora, por vezes, muito mais silenciosas.
Nossa missão
Como é um dia propício aos balanços, vale dizer que o Jornal da Cidade, assim como quase todos os segmentos da sociedade, vive momentos desafiadores, mas é movido pela maior força da natureza, que não é a econômica, essa muito importante, sem dúvida, mas sim por sua exata noção do que representa para a sociedade local e regional, 52 anos após sua fundação.
É com muita altivez e excelentes perspectivas que iniciamos este 2020, esperando, a despeito de nossas falhas, contribuir com Bauru e região Central do Estado, sendo um palco das melhores, mais profundas e sensatas discussões sobre a sociedade e o poder, fomentando uma relação crítica, dentro de limites estritamente éticos e legais.
Jornal, em geral, no papel e na web, pode ser traduzido como uma instância de arejamento, iluminação, debate e pluralização das ideias, onde a técnica da reportagem e da edição garante as histórias cotidianas transmitidas de forma crível e segura, para que municiem os cidadãos com informações verdadeiras.
A partir da notícia checada, contextualizada e bem redigida é possível fazer as melhores escolhas.
Convidamos você a interagir cada vez mais com o JC em todas as suas instâncias e circunstâncias. O jornal é seu, leitor. O jornal é da cidade. Apreciamos a crítica que nos faz repensar, muitas vezes, a complexa prática jornalística.
Queremos, acima de tudo, fazer um trabalho de muita consonância com os seus sentimentos e desejos, ainda que nesta relação haja eventuais discordâncias que, trabalhadas de forma serena, levam à formação de consensos duradouros que promovem os avanços que todos desejamos.
Obrigado!
Sigamos juntos!
Leia mais: