Foi dada a largada e a caça aos votos teve início. Começam a pipocar os 'santos' que vão salvar as cidades, seja nas Câmaras ou nas Prefeituras. Nós, pobres mortais, precisamos ter em mente que vereadores e prefeitos ao receberem um voto estão sendo contratados pelo eleitor para administrar a cidade, no caso do prefeito, e fiscalizar a administração, propor soluções para os problemas que afetam a coletividade, no caso de vereadores.
Qual seria, então, o perfil de um político para atender a demanda de sua comunidade?
Pois bem. Vamos considerar utopicamente que um candidato deve estar acima de tudo convicto de sua posição política e de que ele pode contribuir para melhorar a cidade onde vive com sua família. Primeiro, ele deve querer o bem de todos. Então, esse candidato deve ser honesto e ter um caráter ilibado. Difícil nos dias de hoje. Mas não é impossível. Segundo, os candidatos precisam parar de fazer promessas que jamais serão cumpridas e que apenas iludem a população, em especial, a mais pobre.
E por fim, um candidato deveria cumprir alguns requisitos básicos para representar bem as pessoas que vão elegê-lo. Seria mais ou menos assim: Fica proibido a qualquer candidato, no caso de prefeito, prometer o que não depende só dele para ser feito, ou que seja algo inviável de acordo com o orçamento do município.
Para vereador, fica proibido ao candidato iludir o eleitor prometendo fazer coisas que não são da alçada de um vereador.
Deveria ser proibido o uso do dinheiro público (nosso dinheiro) para fazer campanhas eleitoreiras. Mas disso ninguém abre mão. E é exatamente aí que mora o perigo. O dinheiro faz brilhar os olhos dos mais incautos e é capaz de transformar um candidato em 'deus' ou transtornar a vida de um eleitor que acaba fazendo um pacto com o capeta.
Não podemos nos esquecer da história recente do País. Não podemos cometer os mesmos erros que nos custaram quase 20 anos de derrocada, em nome de uma democracia fajuta para acobertar uma roubalheira sem precedentes. Para isso, é preciso estar atento. Há que se ter em mente que tudo que um vereador ou um prefeito vão fazer, deve ter a anuência do eleitor que lhe ofereceu o emprego. Nós não devemos favor a político nenhum. Eles é que têm que prestar contas de tudo o que fazem e como gastam o nosso dinheiro. Por isso, deveria ser obrigatório que os futuros ocupantes dos cargos dessem sequência ao trabalho do seu antecessor, para o bem comum.
Ah! Tem mais uma para ficar martelando nossa cabeça. Quem não trabalhou direito não deve ser reeleito, porque vai continuar ganhando às nossas custas e não dá chance para que outros mostrem a que vieram. Se com tudo isso você não se sentir confortável em votar, tem todo direito de não eleger ninguém. Não caia na lorota de que não votar em ninguém é se eximir de responsabilidade. E vamos seguir os próximos capítulos da corrida eleitoral.
São tantos querendo abocanhar um cargo!