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Para gerar 1 milhão de empregos, economia tem de crescer 3%

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, evitou nesta sexta-feira (24) fazer uma previsão oficial para a geração de empregos com carteira assinada em 2020, mas disse acreditar em até 1 milhão de novos postos de trabalho neste ano, caso o Produto Interno Bruto (PIB) tenha uma alta próxima de 3% até dezembro. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 644.079 de vagas em 2019.

"Não fazemos previsão para mês ou ano, mas a tendência (para emprego) é clara, crescimento tem sido mais vigoroso. A tendência é de alta em 2020, e se as previsões entre 2,5% e 3% de crescimento do PIB neste ano se confirmarem, teremos um rebate importante no mercado de trabalho", afirmou o secretário. "Nesse cenário, se a economia chegar a um crescimento de 3%, é bem provável que (o Caged) se encoste em 1 milhão de empregos em 2020", completou.

CENÁRIO EXTERNO

Dalcolmo lembrou que já houve momentos nos quais o País gerou mais de 2 milhões de empregos por ano. "Mas o cenário depende do cenário externo, da aprovação de reformas - não exclusivamente uma, mas do conjunto -, do andamento das privatizações, das negociações comerciais e da confiança do empresariado. Até a possibilidade de pandemia na China pode ser um problema. Mas a economia brasileira está na direção correta", acrescentou.

VERDE AMARELO

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia disse que o governo ainda não tem um balanço prévio sobre as contratações pelo programa de trabalho "Verde Amarelo", voltado para o primeiro emprego de jovens de 18 a 29 anos. O programa entrou em vigor no dia 1º de janeiro, mas a Medida Provisória que criou esse contrato ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional.

"Não temos ilusões. É natural que o contrato 'Verde Amarelo' acelere com o tempo. A aprovação final da Medida Provisória é o sinal que todo empresário espera para investir com maior ênfase no programa, mas já temos recebidos muito interesse do empresariado desde agora", afirmou o secretário.

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