O projeto do Criarte Suzete Basquete começou há 21 anos como um complemento das aulas de educação física, cresceu e hoje revela jogadores para equipes nacionais. O mais recente deles foi o pivô Paulo Cezar Alves Júnior, o Paulão, que vai defender o Franca na categoria sub-17 neste ano. Assim como ele, outros meninos e meninas também sonham em atuar por clubes e ter o basquete como profissão.
Jogadora profissional durante vários anos, Suzete Gobbi destaca que a disciplina, dedicação e empenho são fundamentais para atingir o sucesso. "Desde o começo do projeto, o que sempre cobramos dos meninos é ter muita dedicação, pois para chegar ao objetivo com merecimento, você precisa ter foco", relata Suzete.
"Começamos no final da década de 1990, eu era professora de Educação Física, e muitos pais acabaram pedindo para que tivesse treinos específicos de basquete. No começo foram só meninas, depois turmas mistas, e mais para frente só meninos. Agora estamos buscando retomar o trabalho com as meninas de novo, algumas já nos procuraram com o interesse em treinar com a gente", afirma.
Para o trabalho com as categorias sub-11, 12, 13, 14 e 15, Suzete conta com uma comissão técnica formada pelo assistente técnico Fernando Meirelles, o preparador físico Eduardo Mortari e a fisioterapeuta Gisele Blasioli. "Atuamos juntos em todas as categorias. Antes mesmo do sub-11, já temos vários meninos que treinam, alguns a partir dos cinco anos de idade, e alguns já mais perto da idade passam a integrar a equipe sub-11. Além disso, todo o trabalho é integrado na comissão técnica", lembra Suzete.
PREPARO
A fisioterapeuta Gisele Blasioli comenta que são feitas avaliações periódicas para que todos estejam no mesmo nível físico. "A primeira avaliação é realizada na volta dos treinos, que acontece no mês que vem, e quando detectamos que alguém está com algum problema, trabalhamos para equilibrar com o restante dos meninos", afirma. O objetivo, neste caso, também é evitar lesões.
Já o preparador físico Eduardo Mortari e o assistente técnico Fernando Meirelles destacam que os limites de cada idade são respeitados. "A iniciação é feita de forma lúdica, depois os treinos vão aumentando", afirma Mortari. "Para muitos meninos e meninas, o basquete começa como uma brincadeira, e isso é importante", comenta Meirelles.