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Em obras, escola 'escorada' na Vl. Dutra gera incertezas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

As obras em uma escola da rede municipal de Ensino Fundamental (Emef) têm despertado temor e dúvidas em pais de alunos. O serviço de reparo das vigas de sustentação do pátio, que estão escorados com toras de eucalipto, começou nesta semana na Emef Waldomiro Fantini, na Vila Dutra, e representantes dos moradores receiam que os estudantes sejam transferidos, caso o reparo não termine antes da volta às aulas municipais, em 5 de fevereiro. A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, garante que o serviço é simples e terminará a tempo, sem a necessidade de transferência de alunos.

O problema nas vigas do pátio foi observado no segundo semestre do ano passado, quando concretos caíram e deixaram a ferragem aparente. O local foi escorado pela prefeitura no fim de 2019.

Atuante no Conselho de Pais da Emef, Sicleia de Oliveira Pinheiro diz que o receio dos pais era de que os estudantes tivessem que ser transferidos de escola. Até a última sexta-feira (24), a obra de reparo não havia começado e, desinformados sobre a complexidade do serviço, pais demonstraram preocupação.

"Não tem imóvel no bairro com tamanho suficiente e estrutura para abrigar os alunos. São quase 400 estudantes", comenta a mulher. "E muitos pais não têm dinheiro para pagar transporte", acrescenta o presidente da Associação de Moradores do Santa Cândida/Val de Palmas/Leão 13, Luiz Antônio Silva. A coordenadora da unidade garantiu para a representante que o serviço terminará a tempo.

A promessa também é feita pela secretária municipal de Educação, Isabel Miziara. Ela ressalta que não há problema estrutural no prédio e que o serviço será apenas de manutenção dos pilares do pátio.

"O prédio não oferece risco algum. Temos laudo de engenheiro", comenta Miziara.

REFORMA GERAL

A pasta diz, contudo, que a Emef Waldomiro passará por reforma geral ainda neste ano e que a licitação está em andamento. Miziara ressalta que, também nesse caso, não conta com a possibilidade de transferência dos alunos.

"Sabemos que não há lugar disponível para alugar no bairro. Então, a reforma geral será feita em etapas, devagar, com isolamentos específicos e com os estudantes lá", reforça a secretária.

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