Quisera eu, ser no firmamento,
das estrelas, a mais reluzente,
para, de lá, com profundo sentimento,
iluminar o teu caminho fatigante.
*
Poderia, assim, em secreto,
acompanhar, a distância, teus passos,
e, nesse seguir-te discreto,
ser bálsamo, para os teus pés descalços.
*
Mas não sou estrela, nem brilho, tenho...
como, portanto, o impossível, desejar,
se, elementos necessários, não detenho?
*
Um dia, surgindo no páramo, essa estrela,
busca-a, serei eu, por ti, a esperar,
para poder, nos meus braços, retê-la!