Chás de erva doce e sucos de laranja com acerola estão sendo recomendados por supostos especialistas em mensagens espalhadas nas redes sociais como uma maneira eficaz de se prevenir contra o novo coronavírus. Mas esta foi uma das fake news desmentidas ontem pelo Ministério da Saúde.
As medidas teriam como objetivo reforçar a imunidade da pessoa, a fim de que ela não seja infectada pelo coronavírus. Mas, de acordo com Celso Granato, infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury, não há nada que possa ser feito para aumentar a imunidade com o objetivo de evitar a contaminação. "Infelizmente, a quantidade de vitamina C que você tem que tomar para mexer na imunidade é muito grande. O segredo é manter as medidas capazes de reduzir o risco de infecção."
Lavar as mãos com água e sabão (principalmente após usar transportes coletivos); não passar as mãos no rosto quando elas estiverem sujas; evitar locais muito cheios e fechados; cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar, jogá-lo fora e lavar as mãos; e não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, são as medidas indicadas por médicos para diminuir os riscos de ser infectado.
A pasta desmentiu também boatos que afirmavam que o vírus causaria danos ao cérebro - cujos efeitos seriam a perda de memória, confusão mental, dificuldade motora e até coma -, e também que o governo estaria escondendo uma epidemia no Brasil, que já teria casos confirmados, mortos e cidades em quarentena.
Os sintomas do novo coronavírus são febre, sinais respiratórios como tosse e dificuldade para respirar, que tenham surgido até 14 dias depois de uma viagem à China ou contato com alguém que esteve no país asiático.