Ledo engano dos gestores das empresas achar ou pensar que o absenteísmo é algo a ser dizimado dentro do seu ambiente de trabalho. Por trás do absenteísmo impera dentro das empresas um grande vilão a ser combatido: o presenteísmo. É este que deve ser tratado.
Fenômeno em que o profissional encontra-se de corpo presente em seu local de trabalho, mas, por vários motivos, ele não tem sua efetiva produtividade.
Nos termos da saúde ocupacional, o presenteísmo consiste em estar presente no local de trabalho, por vezes mais horas do que o necessário ou do que está contratualizado, mas sem produtividade correspondente.
Em suma, o presenteísmo ocorre quando o colaborador está presente, mas lhe falta disposição para a realização de suas tarefas diárias ou para os desafios da sua própria rotina de trabalho. Tudo isso prejudica o crescimento da empresa e também do profissional. Conceitualmente, o absenteísmo caracteriza-se pelo fato do trabalhador deixar de comparecer à empresa, conforme a frequência exigida, independentemente do motivo.
Já o presenteísmo é a presença "parcial" do funcionário, ou seja, ele está presente na empresa, mas não desempenha suas tarefas de forma satisfatória e completa.
O absenteísmo é algo a ser organizado dentro das empresas, mas o presenteísmo, este sim, deve ser investigado e tratado.
Este cenário pode ser mudado a partir do trabalho das equipes de psicologia ocupacional, que podem identificar os casos e, posteriormente, adotar medidas afetivas de acompanhamento, evitando a propagação do presenteísmo e buscando solução para os casos existentes.
Afinal, colaborador sadio, empresa efetiva e produtiva.