Turismo

Roteiro a pé por Istambul revela templos

Eduardo Sodré
| Tempo de leitura: 2 min

A chegada a Istambul ocorre em uma segunda-feira, véspera do aniversário de 96 anos da fundação da República da Turquia. O feriadão deixa as ruas com poucos carros e muitos visitantes, que seguem dezenas de guias turísticos pelas principais atrações da cidade.

Há um roteiro básico que pode ser feito a pé. A primeira parada é na Mesquita Azul, construída no início do século 16. Um quiosque na entrada distribui lenços para que as mulheres cubram a cabeça e possam entrar no templo. Os sapatos ficam do lado de fora e muitos fiéis lavam os pés antes de acessar a mesquita. A prática umedece os tapetes que cobrem o piso, e isso explica o chulé no ar. O cheiro não prejudica o passeio e desaparece diante da opulência típica das edificações do Império Otomano.

A guia Melike Korkmaz diz que a Mesquita Azul foi construída pelo sultão Ahmet para ofuscar a Basílica de Santa Sofia. Os templos são separados por uma praça, ocupada por vendedores de suvenires, castanhas assadas e milho.

Erguida no século 6, a basílica é herança do Império Bizantino. O catolicismo ortodoxo deu lugar ao islã após a queda de Constantinopla, em 1453. A catedral ganhou minaretes, virou mesquita e assim permaneceu até a década de 1930, quando foi transformada em museu.

Fãs de cinema vão reconhecer o vão central da igreja. O local foi cenário do filme "Inferno" (2016), baseado na obra de Dan Brown e estrelado por Tom Hanks e Felicity Jones.

Quem se dispõe a pagar cerca de R$ 50 para visitar Santa Sofia descobre que os esforços do sultão Ahmet não foram suficientes. Embora os exteriores se equivalham, o interior da basílica é mais impressionante que o da Mesquita Azul.

A guia diz que 70% do mármore do mundo vem da Turquia e, por isso, essa pedra é tão abundante nos templos e também no Palácio Topkapi, visitado em seguida. O local foi casa de sultões entre os séculos 15 e 19.

Visto do lado de fora, o acesso mais famoso do Topkapi parece um castelinho de um parque da Disney. Após passar pelo detector de metais, os turistas encontram um pátio com edificações separadas que exigem ao menos uma hora e meia de visita.

A entrada custa o equivalente a R$ 45, mas é preciso pagar mais R$ 35 para ter acesso ao espaço que abrigava o harém.

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