Ali, embaixo do arvoredo
Existe todo tipo de natureza
O medo do passado, acompanha
O sobressalto do presente, esparrama-se!
*
O mundo sussurra, carente
Os fatos, de fato, assombram
Apavoram quem da esperança
Desprende-se. Noite escura
*
Ergue-se sobre os famintos
Falidos de fé, a alegria
Parece longínqua, o abandono
Virou regente de uma orquestra sem músicos
*
Fecha-se a cortina, silêncio...
A alma quer repousar, reaprender a sonhar
Sim! Pois, a cada manhã o sol renasce
E o amor, como a semente do novo, faz a vida florescer!
Silvia Coutinho
(1º Lugar na Gincana de Poesia, Salvador (BA), com mais de 2.300 inscritos)