"O Carnaval foi trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses entre os séculos XVI e XVII, manifestando-se inicialmente por meio do entrudo, uma brincadeira popular. Com o passar do tempo, o Carnaval foi adquirindo outras formas de se manifestar, como o baile de máscaras. O surgimento das sociedades carnavalescas contribuiu para a popularização da festa entre as camadas pobres.
A partir do século XX, a popularização da festa contribuiu para o surgimento do samba, estilo musical muito influenciado pela cultura africana, e do desfile das escolas de samba, evento que acabou sendo oficializado com apoio governamental. Nesse período, o Carnaval assumiu a sua posição de maior festa popular do Brasil." (fonte: Brasil Escola - História do Carnaval no Brasil).
Esse conceito é apenas para lembrar que a festa considerada pagã pelos cristãos, a mais popular no Brasil, existe há séculos, mesmo com todas as campanhas contrárias. Eis que de repente, em Bauru, no século 21, surge alguém com o propósito de acabar literalmente com a festa. Qual objetivo disso, apesar das ponderações, a não ser o de tentar mudar o rumo dos fatos, justamente em ano eleitoral? O problema é a verba que a prefeitura vai repassar para as escolas e blocos? Mas espera aí, já não foi esclarecido que a verba destinada à Cultura tem que ser aplicada na Cultura?
Por que a Câmara não vetou essa verba, ou reduziu o montante no ano em que aprovou o Orçamento? Questões burocráticas também deveriam ter sido discutidas antes. Todo ano a prefeitura envia para a Câmara a peça orçamentária, discriminando o valor que será aplicado no ano seguinte, em todas as Secretarias. E, de acordo com a Lei de Responsabilidades Fiscais, não é possível remanejar a verba.
Orçamento aprovado, ponto.
Isto significa que este não é momento para buscar a Justiça e impedir a distribuição da verba. O Carnaval é fato. Aliás, há anos, em Bauru, só se discute verba de Carnaval quando o evento está próximo. Os outros dias do ano, dar nomes de ruas e conceder título de cidadão bauruense é o que predomina na Câmara. Só esqueceram que, muita gente depende dos dias de Carnaval para conseguir um dinheiro extra e aliviar um pouco o 'aperto' do ano. Portanto, nada justifica que a poucos dias dos festejos momescos, até a Justiça 'entre na dança' para impedir sua realização.
Bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém.