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Coronavírus: casos crescem na Europa, Ásia e Oriente Médio

FolhaPress
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Bruxelas - Com o surgimento de novos casos de coronavírus, países europeus, do Oriente Médio e da Ásia  começaram a adotar medidas de prevenção e controle, enquanto tentam evitar o pânico.  Com 13 mortes, a Itália foi superada como o país com maior número de vítimas fatais da doença fora da China. Isso porque o Irã admitiu que a morte de 19 pessoas.

O presidente Hassan Rouhani disse nesta quarta-feira (26)  que o Irã não tem planos de colocar em quarentena quaisquer "cidades e distritos" em resposta ao surto de coronavírus no país, que o Ministério da Saúde disse ter matado 19 pessoas, informou a TV estatal.

No entanto, havia planos de impor alguma restrição em locais sagrados xiitas e cancelar alguns sermões na sexta-feira, o tradicional dia de oração pública da República Islâmica, disse o ministro da Saúde, Saeed Namaki. 

O Irã teve o maior número de mortes pelo vírus fora da China, onde ele surgiu no final de 2019. O porta-voz do Ministério da Saúde, Kianush Jahanpur, disse que 139 pessoas foram infectadas.

DESINFORMAÇÃO

Em Roma, a comissária europeia de Saúde, Stella Kyriakides, pediu nesta quarta (26) que os 27 membros  do bloco europeu fiquem alertas contra desinformação, notícias falsas e reações xenófobas. Uma onda de pânico pode sobrecarregar serviços de saúde, prejudicando o tratamento dos doentes, disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge. 

Na Suíça, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que não há uma pandemia de covid-19, e que usar indevidamente o termo amplia medo e preconceito.

"Pode sinalizar também que não seremos capazes de conter o vírus, o que não é verdade", disse ele. Com exceção da China, foram contabilizados no mundo cerca de 3.000 casos, para uma população de 6,3 bilhões de pessoas.

Na Europa, o relatório desta quarta da ECDC aponta 61 casos em 11 países além da Itália: 18 na Alemanha, 14 na França, 13 no Reino Unido, 7 na Espanha, 2 na Áustria e na Rússia e 1 caso cada na Bélgica, na Croácia, na Finlândia, na Suécia e na Suíça. Há relatos de um caso na Grécia, mas ele não entrou ainda na contabilidade oficial.

Comissão e Parlamento Europeu recomendaram a funcionários que estiveram em zonas de risco que trabalhem de casa por pelo menos 14 dias, e que substituam viagens ao norte da Itália por videoconferências. 

ISRAEL

A recomendação é de que cidadãos que voltem da IItália e de países como  Irã, Vietnã, Camboja, Laos e Burma se mantenham isolados por 14 dias, mesmo que não tenham sintomas.  Israel recomendou a seus cidadãos nesta quarta-feira para reconsiderar as viagens ao exterior, citando a crescente disseminação do coronavírus fora do país.

Dois israelenses que voltaram para casa depois de ficarem em quarentena no Japão no navio Diamond Princess são os únicos casos confirmados de coronavírus em Israel, e o ministério preparou instalações de quarentena caso ocorram mais infecções.

Em comunicado, o ministro da Saúde israelense anunciou que os israelenses que estão retornando da Itália, onde o contágio piorou, deveriam ficar em casa por duas semanas.

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