O artista plástico Nelson Leirner, 88 anos, morreu na noite de sábado em sua casa, no Rio de Janeiro, vítima de um enfarte. Paulistano, ele morava na Capital fluminense desde 1997. Pintor, desenhista, cenógrafo e professor, Leirne viveu de 1947 a 1952 nos Estados Unidos.
Um legítimo 'criador de caso'
Leirner era um legítimo "criador de caso", na linha do dadaísta Duchamp: em 1967, empalhou um porco e mandou o animal para um salão de arte, em Brasília, em plena ditadura. O júri (do qual fazia parte o respeitado crítico Mario Pedrosa) aceitou o trabalho. Leirner ficou indignado. Como aceitam um porco numa exposição de arte? A obra ficou conhecida como "happening da crítica" e hoje faz parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.