O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda (16) que dificilmente o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2% neste ano diante da pandemia de coronavírus. Em entrevista por telefone à Rádio Bandeirantes, ele disse que se preocupa com os efeitos da doença sobre a atividade econômica e que o País não pode parar por causa da pandemia.
"Preocupa bastante. A previsão nossa, para este ano, era crescer 2%, a previsão. Com esse problema, dificilmente vai chegar a isso daí", disse. No início deste mês, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, diante da doença, trabalha com uma expectativa de crescimento de 2% para a economia neste ano.
Bolsonaro argumentou que a economia não pode parar por causa da doença e defendeu, por exemplo, que jogos de futebol não sejam cancelados. "Vai ter um caos muito maior se a economia afundar. Se a economia afundar, afunda o Brasil. E qual o interesse dessas lideranças políticas? Se acabar a economia, acaba qualquer governo. Acaba o meu governo", disse.
Ele lembrou que a equipe econômica também avalia iniciativas para socorrer as empresas aéreas, evitando que elas sofram prejuízos.
Apesar de ter avaliado que a crise "não é tudo isso que dizem", Bolsonaro reconheceu que o sistema de saúde deve ficar sobrecarregado. Ele informou que acionou os hospitais militares para que atendam pacientes que não conseguirem ser incorporados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Durante a entrevista, o presidente tossiu. A tosse é considerada um dos sintomas da doença. "Tenho problema de refluxo e às vezes eu tusso", justificou. Ele lembrou que fará um novo exame nesta terça-feira (17) para constatar se de fato não contraiu a doença. "Segundo teste que vou fazer. Eu digo para você: até o momento, se eu tiver com o vírus aqui, não estou sentindo absolutamente nada, tudo normal", afirmou.