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Na Covid, ainda faltam evidências sobre a eficácia


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De acordo com os pesquisadores brasileiros que têm acompanhado os estudos sobre o tema, a falta de evidências científicas não significa que o remédio não possa ser usado em casos graves da doença, em que não há opção terapêutica, ou então dentro de protocolos de pesquisa experimentais, mas é preciso ter cautela.

"É fato que estamos em uma situação fora do usual e sem precedentes, e a decisão deve ser do médico, com consentimento da família. Mas é preciso deixar claro que, apesar da gravidade da situação, não há evidências nem de eficácia nem da segurança que nos permitam baixar uma recomendação de uso rotineiro para todos os pacientes", diz Álvaro Avezum.

Rachel Riera ressalta que é possível ter uma resposta sobre a eficácia do medicamento em pouco tempo, contanto que os estudos sejam feitos de forma mais criteriosa. "Essa angústia pela resposta é compreensível, o que não é compreensível é abandonar o rigor metodológico."

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