Bauru contabilizou oficialmente sua quarta morte por Covid-19. A vítima é um empresário de 62 anos, que teve seu óbito noticiado na edição desta quarta (15) do JC. Em transmissão ao vivo, Clodoaldo Gazzetta lamentou a estatística e apontou que há tendência de piora dos números frente à baixa adesão do isolamento social. O índice médio é de 45%, considerado um das piores no Estado todo. Gazzetta faz apelo para que a população ajude a chegar a, pelo menos, 60%.
Além do novo óbito contabilizado oficialmente, outras três pessoas foram confirmadas com a doença na cidade, totalizando 28 pacientes de Covid-19 até o último boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta (15) pela Secretaria Municipal de Saúde.
Quarta vítima fatal do novo coronavírus, Paulo Monteiro, conhecido como Boca, tinha hipertensão e estava internado em um hospital particular de Bauru, desde 6 de abril. Segundo o JC apurou, ele foi entubado com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e morreu na madrugada desta terça (14).
Sobre os outros três novos casos confirmados de Covid-19 na cidade, duas pessoas têm entre 40 e 49 anos e uma está na faixa etária de 30 e 39 anos.
Vale lembrar que as demais mortes por Covid-19 são de uma mulher de 58 anos, sem comorbidades; uma idosa, de 87, hipertensa; e um idoso, de 79 anos, também hipertenso.
PIORES DE TODO O ESTADO
Em pesquisa que aponta o nível de isolamento da população por meio do rastreamento de celulares, Bauru aparece como a 99.ª cidade com pior resultado, entre as 105 mapeadas. O estudo, informado para a prefeitura pelo governo do Estado, aponta que a média de isolamento no município tem sido de 45%.
Bauru perde para municípios como Botucatu (57%), Rio Claro (53%), Jaú (51%), Lins (50%) e Marília (47%). A Cidade Sem Limites fica ligeiramente a frente de municípios como Ribeirão Preto e Presidente Prudente, ambos com média de 43%.
Desde o início do rastreamento, o índice de isolamento em Bauru atingiu seu pior patamar em 12 de março: 27%. O maior nível atingido até hoje foi de 55%, marca alcançada em 29 de março.
"Estamos entre as piores cidades em termos de isolamento, isso é péssimo. E é um dado que abaixa a cada dia. Se continuar assim, tomaremos medidas ainda mais restritivas. Talvez, reduzir o horário dos estabelecimentos essenciais, fazendo com que fechem até 18h", cita Gazzetta, criticando cidades vizinhas que flexibilizaram o comércio e que dependem do serviço de Saúde, especialmente de UTIs, de Bauru.
"É um absurdo, porque ainda estamos na curva de crescimento da doença no Interior. E a tendência é aumentar o número de casos. Eu espero que isso não aconteça", completa o prefeito.
META PARA ABERTURAS
Em transmissão ao vivo, Gazzetta pediu ajuda da população para alcançar a marca acima de 60% de isolamento, considerado ideal. O mapeamento é feito com por uma rede de pesquisadores com apoio de operadoras de celulares, que fornecem os dados ao gabinete de crise do Estado. Por meio da triangulação de antenas, é possível descobrir o deslocamento de cidadãos a partir de um raio de 200 metros.
"A nossa meta é chegar a 70%, mas sei que é muito difícil. Só que, se não chegarmos nem a 60%, não conseguiremos iniciar a abertura gradual do comércio em 22 de abril", conclui.