São Paulo - O dólar fechou em leve alta de 0,12% nesta segunda (27) e renovou o recorde nominal (sem contar a inflação) pelo quarto pregão seguido, a R$ 5,6680, segundo cotação da CMA. Considerando a inflação brasileira e norte-americana, o recorde real do dólar ainda é de 2002, quando a moeda tocou os R$ 4, que hoje seriam R$ 7,86 corrigidos pela inflação dos dois países.
O pregão foi de alta volatilidade, no qual a moeda chegou a cair para R$ 5,53 pela manhã, mas voltou a ganhar força ao longo do dia, chegando ao pico de R$ 5,7250 por volta de 16h15. Nesta sessão, o Banco Central vendeu US$ 600 milhões em leilão da moeda à vista e ofertou 20 mil contratos de swap tradicional, que totalizam US$ 1,5 bilhão. Na última sexta (27), a divisa chegou a R$ 5,7450 coma saída de Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro, mas fechou a R$ 5,66.
No Exterior, Bolsas tiveram um dia de altas. No Brasil, o Ibovespa subiu 3,8%, a 78.283 pontos. Nos EUA, Dow Jones e S&P 500 tiveram alta de 1,5%, e Nasdaq, de 1%. Além do cenário negativo, a Selic em 3,75% ao ano e a perspectiva que ela caia para 3% também aumentam a pressão sobre o real devido ao carry trade.
Na Bolsa, o destaque negativo foi da Embraer. As ações da fabricante brasileira de aviões caíram 7,5%, a R$ 7,66, após o acordo de compra da área de aviação civil pela Boeing ser cancelado no sábado (25).