As puérperas, mulheres que acabaram de ter filhos, e as grávidas foram declaradas como grupo de risco para o coronavírus pelo Ministério da Saúde no Brasil apenas em abril. Apesar de não haver pesquisas conclusivas, casos de morte de gestantes e bebês chamaram a atenção dos médicos. Elas podem ter a imunidade e o sistema respiratório comprometidos principalmente no último trimestre da gravidez e logo após o parto. Foi recomendado então que as grávidas só saíssem de casa para os exames e consultas do pré-natal, e as puérperas, para ir ao pediatra. Uma nota técnica do Ministério da Saúde, de 13 de abril, diz que o acompanhante escolhido pela mulher pode permanecer durante o trabalho de parto e o parto depois de ser testado para a Covid-19. Mesmo se o resultado der positivo, mas ele estiver assintomático e for do convívio diário da mulher, não deve ser proibido de participar desde que use proteção. Apenas se tiver sintomas, não poderá entrar. A permanência do acompanhante no pós parto no hospital é recomendada pela nota apenas "onde há instabilidade clínica da mulher ou condições específicas do recém-nascido". Na França, a brasileira Aline Alves Bouley deparou-se com regras até mais rígidas. Grávida do primeiro filho e sem ter a família por perto porque as fronteiras estão fechadas, seu marido sequer pode entrar no hospital quando faz exames de ultrassom. A psicóloga Daniela Andretto diz que para amenizar os efeitos do isolamento as mulheres devem se engajar em grupos de apoio online, fazer lives com família e até escrever um diário. Ela acredita que os bebês vão crescer com noção maior de coletividade por tudo que os pais estão passando, já que fica claro o quanto nossas ações podem afetar os outros.
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