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Um 'bichinho' que cobra caro

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

O mundo parou para dar passagem a um vírus. O 'bichinho' se espalhou rapidamente e o que até então sempre pareceu insignificante, mostrou que é capaz de acabar com a humanidade. Não se fala de outra coisa, não se pensa em outra coisa e tudo gira em torno dele.

Enquanto isso, a vida parece desabar na cabeça das pessoas comuns que trabalham de sol a sol e que precisam sobreviver. No Brasil, a situação se mostra pior ainda, por conta de uma confusão política generalizada.

Em meio a uma pandemia sempre surgem os oportunistas de plantão. Sem entrar no mérito da questão, o que se vislumbra é que, quando isso passar, tem que passar e vai passar, a vida não será a mesma por aqui.

Com a desacelerada parcial do dia a dia, já é possível ver a natureza tentando retomar seu lugar e, quem sabe, se recuperando da destruição causada pela espécie humana. De outro lado estamos nós, pobres mortais.

Descobrimos o quão insignificante somos diante do desconhecido.

É triste ver que ainda existem pessoas que não acreditam no que está acontecendo, até ter que encarar a situação de frente, diante de notícias cada vez mais próximas sobre quem está contaminado ou não, quem tem sintomas ou não, quem sobrevive ou não.

Qualquer ilação acerca desse ser destruidor, não representa a realidade. O que se sabe é que todos trabalham com hipóteses e ninguém tem conhecimento suficiente, ao menos por enquanto, para brecar essa pandemia. Resta à população se cuidar.

Mais triste ainda, é ver a farra com o nosso dinheiro. Governadores e prefeitos aproveitam a situação para gastar à vontade, enquanto podem usar e abusar do dinheiro, escondidos atrás do estado de emergência, que não precisa de licitação para nada. As empresas também entram na farra. E, novamente, a população leva a pior.

Quando isso vai acabar? Essa é uma pergunta sem resposta. O que sabemos até então, é que a situação está saindo do controle e os mandatários mandam mesmo, e sem rumo, o povo obedece.

Essa é uma das piores contas a pagar. Mas tudo vai ser diferente.

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