Cabul - Homens armados atacaram nesta terça(12) um hospital da Capital afegã, Cabul, onde a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras administra uma maternidade e mataram 13 pessoas, incluindo dois recém-nascidos, disseram autoridades.
Em outro ataque realizado no mesmo dia, um homem-bomba se explodiu durante o funeral de um comandante de polícia, ao qual compareceram autoridades do governo e um parlamentar, em Nangahar, matando ao menos 24 pessoas e ferindo 68.
Ninguém assumiu a autoria de nenhum ataque de imediato. O Taliban, que é a principal insurgência islâmica do Afeganistão e diz ter interrompido ataques em cidades contempladas por um acordo de retirada de tropas dos EUA, negou envolvimento em ambos. O grupo militante Estado Islâmico opera em Nangahar e cometeu uma série de atentados de grande visibilidade em Cabul nos últimos meses. Na segunda, forças de segurança prenderam seu líder regional na Capital.
O porta-voz do governo provincial de Nangahar disse que o número de baixas do funeral pode aumentar. Em Cabul, o ataque ocorreu de manhã, quando ao menos três atiradores usando uniformes da polícia entraram no hospital Dasht-e-Barchi lançando granadas e atirando, disseram autoridades do governo. Quinze pessoas foram feridas na ação, de acordo com o Ministério do Interior. Até a tarde, as forças de segurança haviam matado os agressores. O hospital de 100 leitos administrado pelo governo conta com uma maternidade aos cuidados do MSF.
O MSF confirmou em um tuíte que o hospital foi atacado e que funcionários e pacientes estavam sendo retirados. Poucas horas antes, a entidade havia tuitado uma foto de um bebê recém-nascido na maternidade nos braços da mãe depois de uma cesárea de emergência.
Autoridades dos ministérios do Interior e da Saúde disseram que mães, enfermeiras e crianças estão entre os mortos e feridos.
Fotos do Ministério do Interior mostraram duas crianças pequenas prostradas e mortas dentro do hospital. Soldados retiraram crianças pequenas do complexo, algumas envoltas em cobertores ensanguentados. Autoridades disseram que 100 pessoas no total foram resgatadas, incluindo três cidadãos estrangeiros.