A Justiça do Trabalho de Bauru acatou pedido de credores Noroeste e reduziu o lance mínimo a ser oferecido pelo ginásio Panela de Pressão. O espaço já foi a leilão, no final do ano passado, mas não houve interessados na compra, na ocasião. Avaliado em R$ 5 milhões, o lance mínimo era metade desse valor, portanto, R$ 2,5 milhões.
Como nenhum interessado apareceu, houve pedido de redução, aceito pelo juiz Edson da Silva Júnior. A partir de agora, o lance mínimo passa a ser de R$ 2 milhões, 40% do valor de avaliação do ginásio. E o pagamento poderá ser feito em 30 meses.
O montante corresponde ao que o clube deve em ações da Justiça do Trabalho, se consideradas ações em fase de execução e outras em julgamento. O Noroeste tem ainda débitos com o município, também perto de R$ 2 milhões, e com a União, estimado em R$ 5 milhões, porém, neste último, o Alvirrubro contesta o valor total da dívida.
O Panela de Pressão, inaugurado em 1956, tem capacidade para duas mil pessoas, e é locado pelo Noroeste ao Bauru Basket e Sesi Vôlei Bauru para treinos e jogos. Ainda não há nova data para o leilão. Uma hasta pública está marcada pela Justiça do Trabalho para julho, mas sem o ginásio, que poderá entrar no leilão seguinte, em meados de agosto ou setembro de 2020.