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Prática deve ser desafiadora


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Se fazer palavras cruzadas não parece algo prazeroso, tudo bem. O importante é desenvolver atividades que sejam desafiadoras. Aprender um novo idioma, ler livros com linguagem mais rebuscada, fazer contas, montar quebra-cabeças complexos, jogar xadrez e fazer natação ou hidroginástica são apenas algumas das opções disponíveis a quem busca estimular o cérebro para tentar se beneficiar com a prevenção, o retardo ou o controle de doenças mentais. Além de desafiadora, a atividade precisa ser frequente. Natan Chehter, geriatra do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, explica que é necessário adquirir um hábito frequente e regular para sentir os benefícios da prática -como ocorre com os exercícios físicos, por exemplo.

"Primeiro, é preciso haver um desafio na prática para que haja uma curva de aprendizado. Se ela o exercício ficar fácil, precisa ser substituído por outro que ofereça desafio", afirma o médico.

"O que deve ser proposto é algo que a pessoa tenha condição, vontade e desejo de fazer. Porque é isso que vai garantir que seja frequente, e não pontual. O mais importante é dar continuidade a essas atividades, e que elas sejam prazerosas", conclui o geriatra.

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