Regional

Hospitais de Jaú ganham rodos para desinfectar pisos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A Santa Casa e o Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) receberam rodos especiais doados pelo proprietário da empresa BBZ Materiais Elétricos, Rodrigo Matiello.

Os equipamentos possuem lâmpadas com luz ultravioleta e serão utilizados para descontaminação do chão de corredores e leitos dos hospitais, ajudando a eliminar o novo coronavírus.

Cada um dos hospitais ganhou dois rodos especiais. De acordo com Matiello, a ideia surgiu ao ver que o HAC havia recebido a doação de um equipamento do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), para auxiliar na desinfecção de leitos por conta do coronavírus.

"Estou acompanhando essa corrente de solidariedade e eu queria fazer algo, mas que fosse algo do meu dia a dia. Quando vi o rodo, vi que foi feito com materiais que já trabalho na loja, então fui procurar como fazer", revela.

Com auxílio de alguns parceiros, o empresário desenvolveu duas peças, uma de 75 centímetros e outra de 1,05 metro. "Quis fazer uma menor para ambientes pequenos e para fácil manuseio. A ideia é dar praticidade no trabalho", ressalta.

Os rodos são feitos de alumínio e contêm lâmpada de radiação ultravioleta UV-C, capaz de inativar a reprodução de microrganismos.

Os equipamentos são voltados para desinfecção de pisos, área com grande acúmulo de bactérias e vírus, como o coronavírus, que pode sobreviver durante horas em superfícies como madeiras e porcelanas.

Para descontaminação eficaz, a orientação é que o rodo seja usado durante um minuto em cada metro quadrado.

"O equipamento será uma ferramenta importante para garantir um ambiente seguro para nossos pacientes e funcionários agora, durante a pandemia, e no futuro, para prevenção de infecções hospitalares", diz o infectologista e gerente médico do HAC, João Gabriel Soares.

Corrente do bem

Devido a pedidos de prefeituras da região, Matiello conta que pretende continuar ajudando. "Do mesmo jeito que eu vi que podia ajudar, outros podem despertar para algo vendo minha ação e isso já está acontecendo. Recebi mensagens de uma instituição do Mato Grosso pedindo ajuda para desenvolver o equipamento", diz.

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