Esportes

Insatisfação


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Os clubes de São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) ficaram bastante insatisfeitos e surpresos com a decisão anunciada na quarta-feira (17) pelo governador João Doria de autorizar a volta dos times aos treinos apenas para 1 de julho. Dirigentes e comissões técnicas das equipes esperavam uma liberação imediata para a retomada das atividades depois de mais de três meses de paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus.

A frustração ecoada entre clubes e a FPF é resultado da expectativa criada na noite de terça-feira (16), quando o vice-governador Rodrigo Garcia enviou ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antonio Olim, uma mensagem com a informação de que Doria confirmaria a liberação em entrevista coletiva marcada para quarta. Cientes desse contato, os clubes já se preparavam para reabrir as portas, mas ficaram surpresos quando Doria anunciou que a autorização seria a partir de 1 de julho.

Em nota oficial, a FPF lamentou a data. "O anúncio, com o distante reinício das atividades, causou estranheza", disse o texto. A entidade convocou para a tarde desta quinta-feira uma reunião extraordinária com as equipes para debater o retorno. Vários dirigentes e clubes se disseram surpresos com o governo. "O anúncio foi bem negativo. A data articulada para a volta era o dia de hoje (quarta)", afirmou o diretor executivo da Internacional, Enrico Ambrogini.

Os quatro principais clubes do Estado já se organizavam para receber novamente os jogadores nos próximos dias. As diretorias compraram testes e realizaram até adaptações nas estruturas físicas nos centros de treinamento para preservar o isolamento social neste início de retomada. As equipes tinham montado um cronograma para exames e atividades individuais. Alguns atletas que estavam em outras cidades e até fora do Brasil haviam sido avisados para voltar o quanto antes, pois a reapresentação seria em breve.

DIFERENTE

No Botafogo, a preocupação no momento é maior até com a pandemia. O município de Ribeirão Preto está em situação crítica no combate. Como o alerta continua até o próximo dia 28, a equipe considera mais seguro voltar somente em julho. "Pelo menos podemos conseguir ter condições melhores de saúde pública na cidade. Estamos com essa data definida agora, mas é preocupante ficar tanto tempo parado", disse o presidente do Conselho de Administração da S/A do Botafogo, Adalberto Baptista.

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