Regional

Estado coloca Marília e região na fase vermelha

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O governador João Doria apresentou nesta sexta-feira (19) a atualização semanal do painel de classificação de fases de retomada econômica do Plano São Paulo e anunciou rebaixamento das 62 cidades que integram o Departamento Regional de Saúde (DRS-9) de Marília da fase laranja (fase 2) para a fase vermelha (fase 1), que obriga restrição total a comércios e serviços não essenciais até a próxima revisão. Respaldada por liminar, a cidade de Marília anunciou que irá se manter na fase laranja (leia mais abaixo).

Para justificar a reclassificação, o estado alegou "indicadores preocupantes de saúde no enfrentamento ao coronavírus". Na nova avaliação, a região do DRS de Marília apresentou piora na variação de internações. Entre 12 e 18 de junho, foram registradas 192 internações na região. Na semana anterior, eram 127, um aumento de 51%.

Na semana do dia 9 de junho, o índice de variação de internações (calculado a partir do número de novas internações dos últimos sete dias, dividido pelas novas internações dos sete dias imediatamente anteriores) era de 1,29 na região de Marília e, agora, chegou a 1,51. Qualquer índice acima de 1,5 já coloca a região na fase vermelha.

O estado informou que, para melhorar o indicador de internações, está atuando para fortalecer a rede hospitalar nas regiões classificadas na fase vermelha. "A região de Marília já recebeu 41 respiradores divididos para Garça (1), Marília (22), Osvaldo Cruz (3), Santa Cruz do Rio Pardo (5), Tupã (5) e Ourinhos (5). O estado vai enviar mais 20 equipamentos, 10 para Marília e 10 para Assis", diz.

LIMINAR

O prefeito de Marília, Daniel Alonso, que obteve na semana passada liminar junto ao Tribunal de Justiça (TJ) para decidir sobre a flexibilização das atividades econômicas na cidade durante a pandemia, informou ontem que irá se manter na fase laranja do Plano São Paulo.

Ele avalia que o aumento no número de internações não se deve à abertura do comércio, mas sim às festas particulares, e pediu responsabilidade à população. "Pelos nossos critérios técnicos, poderíamos até avançar. Não faremos isso por uma questão de prudência e cautela", diz.

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