Apesar da pandemia de coronavírus ainda estágio avançado na América do Sul, a Fifa manteve as datas das Eliminatórias da Copa do Mundo para setembro na Conmebol e também na Uefa, com a disputa europeia. Houve ainda um adiamento do Mundial de Clubes de 2021, que não será mais no meio do ano. Sobre o Mundial deste ano, 2020, ainda não há decisão oficial. As decisões foram anunciadas em reunião do Conselho Executivo da Fifa nesta quinta-feira (25).
A questão é que a América do Sul ainda é um dos continentes atualmente mais atingidos pela Covid-19. A Libertadores, por exemplo, ainda não tem datas certas para retornar. Mas todo o calendário do futebol sofreu alterações. Os outros continentes, por exemplo, terão um atraso ainda maior nos qualificatórios para o Mundial. Em entrevista coletiva, o presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou as novidades. Além disso, a repescagem foi remarcada de março de 2022 para junho, e o sorteio dos grupos da Copa ocorrerá em abril, ainda sem definição de todos os participantes.
Infantino informou também que o Mundial de Clubes de 2021, que seria no meio do próximo ano, foi adiado sem nova data definida. Segundo o dirigente, a medida foi tomada para que a Europa e a América do Sul tenham tempo para suas competições, Euro e Copa América. Sobre o Mundial de 2020, não houve uma decisão. A Fifa monitora a situação dos torneios continentais para saber se o torneio sofrerá alguma modificação.
O presidente da Fifa disse que, na elaboração dos ajustes no calendário, foram levadas em conta todas as partes. "Estamos preocupados com a saúde dos jogadores. Estamos estudando com os grupos e a Fifpro. Demos a opção de cinco substituições. Não acho que o problema é dos clubes ou das associações. Cada um pensa em si e a Fifa tem que achar a melhor solução e nem todo mundo vai ficar feliz", disse Infantino.
DINHEIRO
Financeiramente, a federação internacional anunciou também um fundo de US$ 1,5 bilhão entre repasses e empréstimos para ajudar associações nacionais e clubes em dificuldades durante este momento peculiar. Uma parte do dinheiro será em repasses de doações para associações nacionais, que terão de investir metade no futebol feminino.
Além disso, a entidade disponibilizou até US$ 5 milhões em fundos para empréstimos por associação nacional, que poderá repassar para os clubes sem juros. Pela receita da CBF, que é o critério para o total a ser emprestado, a entidade pode pegar todo o dinheiro e emprestar para clubes. A CBF já tem uma linha de crédito para clubes usando como garantias dinheiro do Brasileirão a ser recebido da Globo.