Nacional

Ícone do cinema brasileiro, Leonardo Villar morre aos 96

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O ator paulista Leonardo Villar morreu nesta sexta-feira, 3, aos 96 anos, em S. Paulo. Na quinta, ele passou mal e foi levado a um hospital. Estava lúcido, apesar da idade, e se recuperava de uma cirurgia no fêmur, realizada há um mês, mas sofreu uma parada cardíaca. Por conta da pandemia, não haverá velório e seu corpo será cremado, como era desejo do ator.

Villar alcançou fama global ao interpretar o Zé do Burro, personagem principal do filme 'O Pagador de Promessas', de Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 1962.

Ele também interpretou Lampião em 'Lampião, Rei do Cangaço' (1964), de Carlos Coimbra, e Augusto Matraga, em 'A Hora e a Vez de Augusto Matraga' (1965), de Roberto Santos, entre diversos outros filmes.

CARREIRA TELEVISIVA

Nas décadas seguintes, consolidou uma carreira na televisão ao participar de diversas novelas da Tupi e da Globo. Seu último trabalho foi na novela Passione exibida em 2010 e 2011 pela Globo. Então com quase 90 anos, ele se envolvia num inesperado triângulo amoroso da terceira idade ao reencontrar a personagem Aracy Balabanian, por quem tinha se apaixonado na juventude, cinco décadas depois.

Foi no teatro, porém, que iniciou sua carreira. Leonildo Motta (seu nome de batismo) nasceu em Piracicaba, em 1923, começou na Companhia Dramática Nacional (CDN), e depois atuou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde permaneceu por oito anos. Uma peça de Arthur Miller (Um Panorama Visto da Ponte) e, depois, a de Dias Gomes, entre 1958 e 1960, alçaram seu nome ao primeiro círculo dos atores brasileiros.

Villar nunca se casou, segundo a sobrinha Tatiana Rocca. Ela conta que ele passou os últimos dez anos de vida em São Paulo, depois de muitas décadas no Rio de Janeiro. Ele deixa sobrinhos, sobrinhos-netos e sobrinhos-bisnetos.

 

Comentários

Comentários