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Fiocruz lança manual para orientar a volta às aulas presenciais

Estadão Conteúdo
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Brasília - A pandemia do novo coronavírus pode levar a novas suspensões das aulas presenciais após o retorno dos alunos às salas, alertou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em manual sobre medidas de segurança necessárias para a retomada do ano letivo.

O documento "Manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19" foi divulgado nesta sexta-feira (24), pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), com sugestões de normas e diretrizes para a retomada das aulas em tempos de Covid-19.

O documento traz informações sobre a Covid-19; sugestões de organização geral das escolas para atividades de ensino presenciais; recomendações gerais para o deslocamento de alunos e trabalhadores; e sugestões para assegurar a saúde do trabalhador.

"Planos de reabertura que não correspondam a um cenário epidemiológico de redução sustentada da transmissão da Covid-19 e que não tenham a proteção aos trabalhadores e estudantes como aspecto central, exigirão das escolas esforços incompatíveis com a sua estrutura e a sua missão, podendo colocar em risco toda a comunidade escolar", alerta o manual.

Entre as medidas sugeridas estão destinação de área de isolamento para casos suspeitos de Covid-19; instalação de dispensers com álcool em gel 70% nas entradas, áreas de circulação e salas de aula; regular e orientar sobre o uso de equipamentos compartilhados, como papeis e livros; fazer limpeza e desinfecção das salas de aulas nos períodos de intervalo para realização dos lanches e refeições; uso obrigatório de máscaras individuais; garantir o distanciamento físico de 1 metro a 2 metros entre estudantes nas salas de aula; garantir distanciamento físico de, pelo menos, 2 metros entre professor e estudantes; interditar todos os bebedouros com acionamento manual; proibir compartilhamento de copos entre outros.

Os autores lembram que a suspensão das aulas presenciais ocorreu em mais de 190 países, afetando 1,57 bilhão de crianças e jovens, o equivalente a 90% da população estudantil de todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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