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Justiça bloqueia bens de ex-governador em até R$ 11 mi

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou o bloqueio de até R$ 11,3 milhões do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).  A medida se deu a pedido da Polícia Federal e foi deferida no âmbito das investigações da 'Lava Jato Eleitoral', na qual Alckmin é réu, por suspeita de uso de caixa dois.

Além do bloqueio nas contas, Vargas determinou o sequestro de imóveis que tenham sido adquiridos por Alckmin até 1° de janeiro de 2010. 

Segundo a PF, as medidas visam assegurar o ressarcimento ao erário de valores relacionados a 'fundados indícios' da prática dos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, pelos quais ele foi denunciado como suspeito recentemente.

OUTRO LADO

'É público e notório que o ex-governador Geraldo Alckmin é detentor de patrimônio modesto, não sendo, portanto, verdade nem correto imaginar o bloqueio de bens em seu nome no valor R$ 11,3 milhões. Ele não tem, como nunca teve, R$ 11,3 milhões. Isso serve para demonstrar a falta de amparo das acusações contra ele apresentadas e que têm servido apenas para a promoção de noticiário prejudicial à sua reconhecida dignidade e honradez como homem público", divulgaram em nota os advogados de Alckmin.

Para o PSDB, 'o pedido de bloqueio de bens de Geraldo Alckmin demonstrará, ao final, a idoneidade do ex-governador que, tendo sido quatro vezes governador do maior Estado do país, mantém patrimônio e padrão de vida modestos."

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