Neste final de semana, os Correios realizarão mutirões de entregas em todo o território nacional com objetivo de minimizar os impactos da paralisação parcial dos empregados que começou na última segunda-feira. Em Bauru, de acordo com o Sindicato dos Empregados dos Correios de Bauru e Região, estima-se adesão de 70% dos funcionários à greve.
Conforme o plano de contingência dos Correios, medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas para garantir o fluxo postal. Segundo a empresa, a expectativa é realizar a entrega de um volume quatro vezes maior de encomendas em relação aos finais de semana.
Ainda segundo os Correios, os mutirões e outras iniciativas são possíveis devidos aos esforços da grande maioria do efetivo, que está comprometida em atender aos brasileiros neste momento.
Segundo levantamento nacional parcial dos Correios, realizado na manhã da última quinta-feira (20), mais de 80% dos 99 mil empregados prosseguem trabalhando regularmente no País. A malha de transporte intermunicipal e interestadual da empresa continua operando com 100% da capacidade, realizando conexões diárias de todas as bases operacionais no país, de acordo com a empresa.
AGÊNCIAS
A rede de atendimento está aberta, com a oferta de serviços e produtos, inclusive o SEDEX e o PAC, que continuam sendo postados e entregues. Serviços como a consulta Limpa Nome Serasa, Achados e Perdidos e, mais recentemente, a consulta para o Auxílio Emergencial, estão disponíveis à população.
Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios.
PARALISAÇÃO
Conforme o JC publicou, a greve foi deflagrada em razão da revogação, a partir de 1 de agosto, do acordo coletivo que teria vigência até julho de 2021, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter liminar, favorável aos Correios. De acordo com o Sindicato, mais de 70 cláusulas com direitos foram retiradas.
A assessoria do Sindicato informa que até esta sexta-feira (21), estimava-se a adesão de 70% dos funcionários e que a próxima semana será importante para que seja ou não autorizada a suspensão da liminar e comecem as discussões de dissídio. Sendo assim, de acordo com o Sindicato, a greve continua na próxima semana.
Em nota, os Correios informaram que as reivindicações da categoria custariam aos cofres da empresa quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. "Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida", diz a empresa, salientando a necessidade de cuidar de sua sustentabilidade financeira em meio à crise provocada pela pandemia. "Nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado", completa.