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Lions e outras entidades iniciam obras do Centro de Convivência no Estadual

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

A união faz a força. O dito popular define todo o esforço em prol da construção do Centro de Convivência Familiar junto ao Hospital Estadual de Bauru (HEB). O Lions Club International Foundation (LCIF) bancará mais da metade das obras e o restante ficará a cargo de outras entidades, como a Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC), a Justiça do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT), além do Mc Donald's. O local abrigará crianças e adolescentes em tratamento de câncer, bem como os seus acompanhantes. A construção, que teve início nesta quarta-feira (26), deverá ser entregue dentro de 12 meses.

Ao todo, a execução do projeto custará R$ 731 mil, sendo que R$ 415 mil sairão dos cofres do LCIF. Secretária e assessora de Inovação do Distrito LC-8, responsável por dezenas de Lions Club, Jaqueline Millen de Miranda pontua que os seis clubes da cidade sempre se mobilizam para arrecadar doações e o dinheiro retorna às entidades em formato de subsídios em prol da comunidade.

Segundo Jaqueline, o Lions é parceiro da ABCC de longa data. "Nós identificamos que o Estadual recebe, em média, 200 crianças e adolescentes para o tratamento de câncer todo ano, mas alguns abandonam a terapia, porque os pais de outros municípios não têm condições de pagar por um alojamento", constata.

Depois que o Centro de Convivência for inaugurado, a secretária do Distrito LC-8 adianta que os seis Lions Club da cidade pretendem contribuir com roupas de cama e banho, além de brinquedos.

Presidente da ABCC, Cristina Berriel Aidar observa que a ideia partiu da entidade e do Estadual. Para ela, o serviço irá fazer a diferença aos pacientes e acompanhantes. "Muitas vezes, as famílias abandonam o tratamento por falta de acomodações que proporcionem certa convivência com as crianças e os adolescentes", ressalta.

Franqueado do McDonald's local, Emerson Hortolan frisa que parte do dinheiro para as obras saiu das duas últimas edições do McDia Feliz, realizado em parceria com a ABCC. A campanha existe há 35 anos no Brasil e 25 em Bauru. "No início, ninguém falava em responsabilidade social por parte das empresas", comenta.

De acordo com ele, a iniciativa deste ano, que estava prevista para o último dia 22, sempre no terceiro domingo de agosto, acabou adiada para o mês de novembro devido à pandemia do novo coronavírus.

MAIS UMA AJUDA

A juíza titular da 1.ª Vara e diretora do Fórum Trabalhista de Bauru, Ana Cláudia Pires Ferreira de Lima, assinou a liberação de R$ 200 mil para a ABCC aplicar no projeto.

O dinheiro resultou de uma ação civil pública ajuizada pelo MPT. Nela, uma empresa deixou a desejar quanto ao fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos seus trabalhadores. "É dever da família, da sociedade e do Estado garantir a proteção integral às crianças e aos adolescentes", defende.

A diretora executiva do Hospital Estadual, Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, lembra que plantou a ideia do Centro de Convivência Familiar em 2019. "Colocamos uma placa no terreno que abrigaria o projeto, mas ainda não tínhamos os recursos necessários".

ESTRUTURA

Ao todo, haverá dez quartos, cada qual com espaço para duas pessoas. A intenção é de que as crianças e os adolescentes em tratamento de câncer fiquem com um acompanhante.

O local também abrigará uma sala de TV, uma biblioteca e um ambiente para brincadeiras. 

Hoje, as crianças ficam internadas e os responsáveis, na Casa dos Acompanhantes. O espaço, que existe desde a época da construção do Estadual, possui dois quartos com beliches, sendo um destinado às mulheres e outro aos homens. O local tem capacidade para até dez pessoas. 

Quando a nova edificação estiver funcionando, a antiga servirá como uma base para o voluntariado. "A humanização muda a forma de assistência aos pacientes. Nós não podemos achar que o tratamento só está na dimensão biológica", finaliza Deborah.

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