As seguidas exibições ruins do Palmeiras nas últimas partidas, como no empate de quarta-feira (2) contra o Internacional, intensificaram os questionamentos ao trabalho do técnico Vanderlei Luxemburgo. No entanto, o clube não discute a saída do treinador no momento.
Visto com desconfiança desde seu retorno, Luxemburo ganhou moral ao quebrar jejum de 12 anos do Palmeiras no Campeonato Paulista diante do Corinthians. O discurso do experiente técnico e da diretoria foi o de priorizar o título sobre a qualidade do futebol.
Desde o início do Campeonato Brasileiro, porém, Luxemburgo assumiu o plano de fazer o time jogar melhor e, em algumas ocasiões, chegou a citar a Academia de Futebol como referência. Com seis partidas disputadas no Nacional, o técnico ainda não conseguiu nem sequer dar sinais de que está rumo ao objetivo traçado.
O Palmeiras, com uma defesa sólida, não perde há 11 jogos consecutivos, mas a dificuldade em criar oportunidades de gol e a inexistência de um modelo de jogo consolidado são evidentes, fatores que intensificaram os questionamentos a Luxemburgo.
A despeito da cobrança, exemplificada pelas pichações feitas na sede social de quarta (3) para quinta (4) - mensagens como "acabou a paz", "vergonha", pedidos de dispensa de jogadores como Gustavo Scarpa, Diogo Barbosa, Bruno Henrique e Lucas Lima, e ofensas ao presidente Maurício Galiotte -, o Palmeiras entende que dispensar Luxemburgo não é a solução no momento.
Em sua avaliação, a diretoria do clube leva em conta a pandemia de Covid-19, a recente saída de Dudu e o contexto de menor investimento nesta temporada.
Às 11h deste domingo (6), pela oitava rodada do Brasileirão, o Palmeiras enfrenta o Red Bull Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid.