Internacional

EUA vão investigar denúncia de histerectomias em prisão

FolhaPress
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Nova York - Autoridades migratórias dos Estados Unidos afirmaram que o Departamento de Segurança Nacional vai investigar denúncias de que mulheres imigrantes presas em um centro de detenção privado no estado da Georgia foram submetidas a histerectomias (retirada do útero), sem autorização.

As denúncias partiram de Dawn Wooten, uma enfermeira que trabalhou no Centro de Detenção do Condado de Irwin e entregou as informações para duas organizações de defesa de direitos civis, a Project South e a Government Accountability Project.

O pedido de investigação foi reforçado pela presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi. "Se isso for verdade, as terríveis condições descritas pela queixa da denunciante, incluindo alegações de que mulheres migrantes vulneráveis foram submetidas a histerectomias em massa, constituem um abuso avassalador dos direitos humanos", afirmou Pelosi.

TEMPOS SOMBRIOS

A democrata disse que as denúncias são "profundamente perturbadoras" e que remetem a tempos "sombrios" como a exploração de Henrietta Lacks -uma mulher negra cujas células eram usadas para pesquisas- e o horror das experiências de "Tuskegee" -que entre 1932 e 1972 levou cerca de 400 pessoas negras com sífilis a passar anos sem ter a doença tratada para ela que pudesse ser mais bem analisada.

OUTRO LADO

A ICE (Agência de Imigração e Alfândega, na sigla em inglês) nega as acusações. Em nota, a agência afirmou que "um procedimento médico como uma histerectomia nunca teria sido realizada contra a vontade de uma detenta".

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