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Beber e dirigir: mortes aumentam

FolhaPress
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São Paulo - O Estado de São Paulo registrou 5.701 acidentes de trânsito supostamente causados por embriaguez, entre janeiro de 2019 e julho de 2020. Em 551 deles houve mortes.

Segundo o primeiro estudo sobre causa de acidentes elaborado pelo Respeito à Vida, programa da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, gerenciado pelo Detran.SP, a taxa de mortalidade em acidentes com suspeita de embriaguez é mais que o triplo do índice geral de mortalidade no trânsito no estado, de 3%: chega a 10%.

O levantamento abrange as ocorrências com vítimas registradas pela Polícia Militar baseadas nas infrações aos artigos 306 e 307 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que tratam de dirigir sob a influência de álcool e recusa ao teste do bafômetro.

FAIXA ETÁRIA 

"Chama a atenção a faixa etária dos mortos. Temos 55% entre 18 e 24 anos. E dentro deste perfil, nas ocorrências com suspeita de embriaguez, as mortes acontecem mais nas cidades do que nas rodovias. São características que começam a dar o entendimento do perfil dessas pessoas, os horários, locais e as formas como isso está acontecendo, e passa a ser uma análise comportamental", afirma o diretor-presidente do Detran-SP, Ernesto Mascellani Neto.

No mesmo período, 19% dos mortos em acidentes com suspeita de embriaguez tinham entre 50 e 59 anos e estavam envolvidos em colisões em rodovias; 15%, entre 45 e 49 anos, sobretudo atropeladas por automóveis nas vias municipais.

"O Detran tem um papel de conscientização, de incrementar a fiscalização e organizar ações pontuais onde há a maior concentração do problema. A Semana Nacional do Trânsito, que começa agora, fará alguns debates", diz. "Entendo que a rigidez e as punições são importantes; mas um instrumento paliativo. O que é fundamental e fará a diferença são os valores de cada cidadão e o respeito às leis e regras de trânsito." 

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