Polícia

Fogo em mato se alastra e destrói oficina e depósito

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Um galpão que funcionava como oficina e depósito ficou completamente destruído após ser atingido por um incêndio, na tarde deste domingo (20), na quadra 9 da rua Antônio Souza Noschese, Jardim Manchester, em Bauru. O proprietário calcula um prejuízo de mais de R$ 70 mil, uma vez que o fogo consumiu toda a construção, ferramentas, equipamentos e um veículo. Testemunhas disseram que as chamas começaram em um matagal que fica atrás do estabelecimento e se alastraram.

Fernando Rafael Alves Pereira, dono do imóvel, conta que, quando chegou no endereço, já encontrou a equipe do Corpo de Bombeiros realizando o rescaldo. "Eu estava em Agudos trabalhando e voltei correndo, mas não tive tempo de salvar nada", relata. "Tinha investido R$ 6 mil em um tambor de resina para começar a produzir números usados para identificar imóveis e vender na Internet. Foi tudo perdido", lamenta.

SETE ANOS DE TRABALHO

De acordo com Fernando, vizinhos gravaram vídeos da situação e enviaram para ele. "Alguns disseram que até viram quem ateou fogo no mato, mas tiveram medo de me falar", comenta. "Levantei esse galpão com material de descarte da empresa que faço prestação de serviço. Foram sete anos construindo cada pedaço, aos poucos. Tenho muitas histórias ali".

A estrutura, que era usada para a manutenção de fibras de vidro e como depósito, também era o local onde ele transformava carros. "Tinha comprado uma Kombi para reformar, que ficou destruída", diz.

Agora, ele pretende tocar o projeto da garagem de casa. "Tenho um Miura X8, que era para ter levado para o galpão e, por sorte, não levei. Se não, teria sido queimado também. Agora, quero mostrar para as pessoas como é modelar um carro. Quero gravar e postar no YouTube", completa Fernando. "Aos poucos, vou construindo tudo de novo", finaliza.

Fernando foi orientado a registrar um boletim de ocorrência (BO) para que a Polícia Civil investigue a possível causa do incêndio.

Quem quiser ajudar, é só procurar por Fernando Rafael Alves Pereira no Facebook.

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