Senhor Luiz Antônio de Oliveira, infelizmente nosso conhecimento não pode ser restrito ao "achismo". É preciso ler mais e conhecer mais... Em pleno mundo globalizado, negar-se a conhecer o que existe à nossa volta é repetir o Mito da Caverna, narrado em 'A República', de Platão. Ali, um grupo de pessoas vive acorrentada em uma caverna, onde lhe são apresentadas figuras, como se isso fosse a realidade.
Em determinado momento, uma pessoa escapa, percebe a farsa e, saindo da caverna, descobre que há um mundo maravilhoso lá fora. Feliz por ter se libertado dos grilhões da ignorância, ele resolve voltar e libertar os demais. Porém, aqueles se recusam a aceitar, acham que ele ficou louco, que a única realidade é aquele mundo escuro onde vivem, e assim resolvem matar quem veio trazer-lhes a "luz".
Nacionalismo é uma coisa que eu admiro, mas ufanismo é coisa medíocre. Na idade média, acreditava-se que a terra era o centro do Universo e Galileu foi condenado por desmentir essa afirmação. Está na hora de olharmos para nosso país com seriedade, reconhecendo nossas potencialidades, mas também nossas mazelas.
Potencialmente, o Brasil é um dos maiores países do mundo. Porém, na realidade, estamos muito aquém de nossas possibilidades. Enquanto ainda estamos exportando "commodities", e praticando o extrativismo (especialmente da madeira), países desenvolvidos vendem produtos industrializados com maior valor agregado e, especialmente, exportam tecnologia. E isso é resultado de políticas públicas que incentivam a educação.
Quanto à visão de que a política é um câncer, concordo em parte. A política só é um câncer quando nós, eleitores, perdemos o senso crítico, passando a ver candidatos como deuses e ocupantes de cargos públicos como mitos, infalíveis e perfeitos. Quando passamos a ver o mundo como bicolor, nós e os vermelhos, o mundo, senhor Luiz, é colorido e belo.
Experimente sair da caverna.