Esportes

COB define presidente com Nuzman fora de ação após 40 anos


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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) define, nesta quarta-feira (7), o seu presidente para os próximos quatro anos, numa disputa acirrada e, pela primeira vez em mais de quatro décadas, sem a presença de Carlos Arthur Nuzman como candidato ou ao menos figura importante na política esportiva nacional.

Desde 1979, o poder do COB não é decidido nas urnas. Na ocasião, Nuzman, que havia assumido a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) quatro anos antes, perdeu a disputa para Sylvio de Magalhães Padilha. O major comandou a entidade por quase três décadas, de 1963 a 1990, período em que teve Nuzman como seu grande opositor.

Jogador de vôlei nas décadas de 1960 e 1970, Nuzman prosperou como dirigente esportivo com a Confederação Brasileira de Vôlei, a partir de 1975. Com popularidade em alta, chegou ao cargo máximo do esporte olímpico brasileiro em 1995. 

O cartola prometia fazer do Brasil uma potência mundial do esporte. Não chegou a tanto, mas o patamar do País nos Jogos se elevou nos últimos anos. Graças principalmente à sanção da Lei Agnelo/Piva, em 2001, que garantiu a destinação de recursos das loterias federais para entidades esportivas.

Ápice do projeto de Nuzman, as Olimpíadas do Rio, em 2016, provocaram também a ruína do dirigente. Um ano depois da realização do evento, ele teve seus bens apreendidos sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Investiga-se sua participação em um esquema para compra de votos na escolha da cidade carioca como sede dos Jogos. A pedido do Ministério Público Federal, Nuzman chegou a ser preso em 5 de outubro de 2017 e renunciou ao COB dias depois.

Paulo Wanderley, que assumiu o posto de mandatário após a renúncia, agora busca a reeleição diante da concorrência de Helio Meirelles e Rafael Westrupp. O mandato terá duração de quatro anos, de 2021 a 2024. Como a pandemia adiou os Jogos de Tóquio, o período englobará de forma excepcional duas edições olímpicas, na capital do Japão e em Paris.

O colégio que votará é composto pelos dirigentes das 35 confederações olímpicas, 12 representantes da Comissão de Atletas (Cacob) e os dois integrantes brasileiros do Comitê Olímpico Internacional (COI): o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman e Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional.

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